sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Makiagem com Ká?

Olá, caro leitor internauta!

Hoje vim falar sobre minha paixão por maquiagem. Desde muito cedo sou apreciadora dos cosméticos feitos para embelezar ainda mais, nós, mulheres. Costumo estar maquiada na maior parte do tempo, cada estilo condizente à ocasião, óbvio. Se vou para uma festa gosto de arrojar sem parecer muito "carregado", se vou sair pra jantar uso algo mais "leve", se vou para o trabalho uso algo mais discreto - afinal, não posso estar mais chamativa do que minha competência exige, ou seja, o paciente tem que prestar atenção no que vou dizer (ou no que ele mesmo vai dizer), e não no meu batom, no meu brinco, na minha roupa, etc. E, se vou ao supermercado, pelo menos um rímel e um blushzinho tem que ter, não é mesmo? De uns tempos pra cá, tenho investido mais nos produtos de maquiagem. Sempre que posso compro algum item novo ou reponho um que acabou. Ô vício!

Gabriela, minha modelo, já pronta.

O mais engraçado é ver como pessoas custam a acreditar que sou eu que faço minhas  maquiagens.  Aliás, quase todo final de semana eu faço maquiagem nas minhas primas adolescentes para as festas de 15 anos... E olhe, tem gente pra caramba fazendo 15 anos... tô ficando véia!... risos. Posteriormente à "descrença" do primeiro momento, as pessoas também sempre me perguntam se fiz algum curso e não, não fiz curso nenhum, caro leitor internauta. No máximo, o meu gosto por maquiagem me leva para blogs a respeito desse assunto - inclusive aprendi bastante com minha amiga e xará Karla Oliveira que faz maquiagem profissionalmente. Outra koisa que causa estranhamento, desconfiança nas pessoas é o fato de eu mesma fazer minhas sobrancelhas - diga-se de passagem, não só as minhas, mas também faço as da minha mãe, as das minhas amigas, das colegas de trabalho, etc... risos.

Acredito que tamanha surpresa se dê pelo formato assimétrico e incomum das minhas mãos. Eu não me incomodo com isso, de verdade. Quando vemos uma pessoa, não sabemos dizer, ao certo, do que ela é capaz apenas baseados na aparência. Isso também acontece com os "matrixianos", e pior: as pessoas tendem a subestimar as capacidades até perceber que podemos. Constato tudo isso com muita tranquilidade porque acho que é um processo comum e natural - não é "privilégio" só dos deficientes. Tendemos a ter receio do desconhecido, daquilo que não nos parece familiar. Portanto, a estranheza não me aflige. Tento me colocar fora desse corpo e acho que também duvidaria ou teria muita curiosidade, num primeiro momento. Para citar um exemplo, outro dia vi na TV uma moça americana sem os dois braços que dizia pilotar um avião de pequeno porte com os pés. Confesso que, de início, eu duvidei, mas depois ela decolou levando a Adriane Galisteu para dar uma "voltinha". Aí concluí que, além de deficiente e psicóloga, tínhamos em comum a mesma paixão por voar... risos. Achei sensacional! Eu também precisei ver para crer. E foi diante de tudo isso que resolvi fazer um vídeo (clique aqui para assistir) mostrando que somos todos capazes. O primeiro passo é querer. Se você realmente quer (qualquer koisa), metade do trajeto até seu objetivo já foi alcançado. Quando me interessei por maquiagem, eu quis MESMO e deixei que esse "gostar" me levasse para o "saber fazer". Portanto, mulherada, mãos à obra, digo, aos pincéis. Espero que gostem do vídeo. Agradeço à Gabriela Defreyn, minha prima, que serviu como modelo e que editou o vídeo. A trilha sonora é "Moves like Jagger" do Maroon 5 e segue abaixo a lista de produtos usados nessa maquiagem:

Pele:
Corretivo Maybelline 20 light.
Base Maybelline Dream Liquid - beige natural 2.5
Pó Maybelline Mineral Power - medium beige 2.0
Blush Natura - rosa

Olhos:
Conjunto de sombras Revlon Color Play - cores 2, 3 e 4
Sombra Color Design - cor guest
Lápis Natura - preto
Lápis L´Oreal Double Extend - branco
Rímel Maybelline The Colossal Volum' Express

Boca:
Batom Natura - Rosa ritmo

Beijo, beijo, beijo com gloss.

2 comentários:

  1. Oi Karla.
    Adorei seu texto.
    Nota-se que você foi bastante cuidadosa na escrita, além de ter caprichado no apoio com o vídeo, muito bem produzido por sua prima.
    ... Gostaria também de destacar a temática, que aparentemente é trivial. A princípio pode parecer que o tema maquiagem e sua habilidade com essa questão feminina é superficial. Contudo, pelo modo como se posiciona diante de sua habilidade, evitando o lugar comum da performatividade na deficiência (exibição de capacidades curiosas àqueles sem deficiência), reafirma que as pessoas com deficiência são pessoas comuns, no caso, uma mulher comum que gosta e sabe se maquiar. É também digno de nota tua capacidade em se colocar no lugar de quem se espanta com os corpos considerados diferentes. Além disso, como todos, pode também estranhar outros corpos diferentes. Essa empatia é uma característica importante para quem procura analisar um fenômeno em que ao mesmo tempo é sujeito e objeto de reflexão.
    Minha cara, nossa luta é essa mesma: mostrar que as pessoas com deficiência são pessoas comuns, nesse caso, que as mulheres com deficiência também gostam e dominam as artes femininas, de sua forma singular, mas necessariamente típica do potencial humano em trilhar diferentes caminhos para as habilidades e práticas sociais e culturais, como é o caso da maquiagem, que aqui é a tua makiagem.
    Abraço,
    Adriano Nuernberg.

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  2. Oi, Ká! Estou por aqui, conhecendo seu blog - e gostando muito!

    Obrigada pela visita à Cadeira Voadora e por ter me linkado. Também linkei vc.

    Adoro maquiagem! Também me maquio todos os dias. Acho que, se tivermos sensibilidade, saberemos dar um "up" à nossa expressão e ficar mais belas com certeza. Claro: sem esquecer de manter o brilho no olho e o sorriso espontâneo!

    E adorei a sua constatação de que as pessoas tendem a subestimar as capacidades até perceber que nós de fato podemos fazer algo. Achei honesto quando falou "Tento me colocar fora desse corpo e acho que também duvidaria ou teria muita curiosidade, num primeiro momento".

    Às vezes, nós, pessoas com alguma deficiência, somos muito impacientes e até mesmo intolerantes com as desconfianças e os preconceitos alheios. Nos esquecemos de que também os temos...

    É isso! Até a próxima! Saudações de Belo Horizonte!

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