domingo, 30 de outubro de 2011

II Fórum de Acessibilidade de Garopaba

Boa noite, caro leitor internauta!

Saudades de escrever aqui. Outubro, meu mês, se encerrando e deixando ótimas lembranças e notícias. Contarei aos poucos. Vamos lá!

Acredito que já comentei por aqui que sou presidente da Comissão de Acessibilidade de Garopaba desde o ano passado, certo? Em outubro de 2010, fui convidada pela Secretaria de Turismo a participar do I Fórum de Acessibilidade através de uma palestra contando um pouco da minha história, dos desafios que encontro cotidianamente (principalmente nas viagens) e sobre o blog. De lá pra cá passei a dedicar mais tempo e a criar mais espaços para esse tema - tanto aqui, como no Facebook. Outro evento importante dessa comissão, nesse ano, foi o "I Workshop de Acessibilidade: Inclusão no Mercado de Trabalho", que eu e a Andréia Valdira de Abreu (minha amiga, prima e psicóloga) oferecemos aos empresários da cidade, em maio. Nessa ocasião, fechamos parceria com o Wilson Restaurante e a Jr. Adamver (que fabrica os óculos da Mormaii) - ambos ofereceram uma vaga para pessoas com deficiência. No momento, estou acompanhando a contratação de um moço com surdez na fábrica da Mormaii.

Pois bem, na última segunda-feira, dia 24, realizamos o II Fórum de Acessibilidade. Em 2011, fiquei responsável pela organização do evento. Fiz inúmeras reuniões, discutimos a programação, convidei os palestrantes, encaminhei todo o material de divulgação para a gráfica, entreguei os convites... ufa, deu trabalho! Mas o resultado foi positivo. Saiu tudo conforme o esperado, exceto pela pouca participação da comunidade. Eu sei, caro leitor internauta, sei que é bem mais fácil e cômodo ficar por aí reclamando de tudo e atribuindo as responsabilidades ao Estado, mas eu não admito ficar nessa posição de estagnação. Somos todos agentes e transformadores do nosso meio... basta querermos. Costumo pensar que o que importa é sensibilizar, tocar de verdade quem presenciou. O que me interessa é poder transformar qualquer koisa em quem participa de eventos como esse, para depois transformarmos as calçadas, os banheiros, os meios de comunicação, as práticas, etc. Portanto, na minha visão, a acessibilidade é um movimento de dentro para fora.

Começamos os trabalhos com a palestra sobre a "Inclusão no Mercado de Trabalho", exposta pela Andréia, que "enxugou" todo o nosso material do workshop. Posteriormente, tivemos a videoconferência com o meu amigo querido de Belo Horizonte, Alessandro Fernandes (o Sam) do Blog do Cadeirante, falando sobre a "A Pessoa com Deficiência e a Mobilidade Urbana". Depois, a Rosi Lima, psicopedagoga e responsável pela Educação Especial no município, discorreu sobre os desafios da "Inclusão Escolar". Aliás, aqui faço uma observação: o ensino regular municipal conta com 28 alunos incluídos e, desses, 22 são alunos da APAE, cujos professores contam com nossa assessoria semanalmente. Muita gente nem sabe, mas vem sendo desenvolvido um trabalho efetivo nessa área aqui em Garopaba. E, por fim, o engenheiro civil da prefeitura, João Manoel, apresentou dois esboços de projetos: Calçada Para Todos, com a padronização das calçadas da cidade, em formato de cartilha; e Esquina Referência, objetivando tornar acessível a esquina de maior fluxo na avenida principal de Garopaba. 

Durante a exposição dos temas, surgiram diversas sugestões, as quais me comprometi a redigir em formato de carta ao Sr. Prefeito. Agradeço imensamente às pessoas presentes, aos palestrantes, à Secretaria de Educação, de Turismo e de Planejamento, à gráfica ImagemDaqui, à imprensa via rádio, às pessoas que me ajudaram mais diretamente: Edenisi Maria e Gabriela Defreyn e a todos que, de alguma forma, lutam pelos direitos da pessoa com deficiência. Meu trabalho é voluntário, mas, sem dúvida, eu recebo muito mais do que dôo.

Superbeijo.

sábado, 1 de outubro de 2011

Sapatos: a saga.

Bom dia, caro leitor internauta!

Hoje vim falar de uma necessidade que tira meu sono: comprar sapato. Provavelmente é um problema pra maioria dos 'matriaxianos', em especial, pras mulheres que possuem alguma deficiência física e que dependem a anatomia confortável de um calçado. Acredito que as mulheres cadeirantes não sofram tanto com isso, pois o sapato serve mais de acessório decorativo do que um utilitário. Que beleza! Por muitos anos, só usei botas ortopédicas por conta das órteses que me possibilitaram andar até a adolescência. Depois dos 16 (que fiz as últimas 4 cirurgias), pude caminhar normalmente e com sapato comum. Não faz muito tempo, eu consegui usar uma sapatilha, além do tradicional tênis e das botas (sem salto). A grande questão é conseguir achar uma sapatilha que não "vire" o pé, que seja do meu tamanho (33/34) e que não tenha a cara da Hello Kitty.

Das vezes que encontrei esse calçado, foi da linha Dakota Confort, com elástico. Custou R$39,90, no ano passado. A sola é fantástica, não escorrega e firma bem o pé. O problema é encontrá-la. Raramente as lojas por aqui recebem esse modelo e, quando recebem, é em pouca quantidade (ou nunca tem no meu número). Nas andanças por um calçado com elástico e com design para adulto, me deparei noutro dia com a loja do Empório Naka, no piso 3 do Shopping Iguatemi, em Florianópolis. É uma marca própria e, segundo a moça que me atendeu na loja, toda coleção traz um modelo anatômico, com elástico, tipo "confort". Que boa notícia!! Foi lá que comprei a sapatilha da foto e prometi pras meninas de lá que postaria aqui. Custou R$ 129,90. Fazendo uma pesquisa na internet, constatei que essa marca realmente sempre disponibiliza sapatinhos desse tipo. Que bom seria se mais empresas pensassem nos pés que não pode usar qualquer calçado. Konforto também pode ser com Ká! #ficaadica

Emporio Naka
http://www.emporionaka.com.br 

Superbeijo.