sábado, 9 de abril de 2011

O peso da escolha.

No próximo dia 11, segunda-feira, meu blog completa 1 ano de vida - primeiro de muitos, espero. Foi através dessa ferramenta que conheci pessoas incríveis e compartilhei um pouco das minhas koisas com você. Meu intuito, a princípio, era ressignificar uma grande perda. A cura das nossas dores emocionais não se dá no esquecimento, mas na atribuição de um novo sentido e significado para a ferida - que, com o tempo, vira só cicatriz. Ao longo do tempo, o blog acabou virando também um serviço de utilidade pública referente à acessibilidade, o que me deixa extremamente contente. Mas, é voltando ao objetivo inicial que pensei no texto comemorativo para esse post. Lá vai:

Foi ele quem jogou um balde de água fria no castelo de areia que construimos juntos por quase 8 anos. Eu não entendi e me neguei a viver aquela liberdade que eu não tinha escolhido ter. Cheguei a achar que não era justo. Depois de um tempo passei a reconhecer que fui eu que escolhi o nosso fim. Eu escolhi não depender dele. Escolhi não ser o 'abajur' da sala. Escolhi ter amigos. Escolhi terminar a faculdade. Escolhi voar e dirigir. Escolhi dar valor à família. Escolhi não me anestesiar toda vez que os mendigos esfregavam na nossa cara a realidade social em que vivemos. Escolhi ser honesta, fiel e compreensiva. Escolhi não gostar de rotina. Escolhi ignorar os boicotes. Escolhi acreditar na minha profissão. Escolhi gostar de falar sobre tudo. Escolhi dividir com os outros tudo que sei, mesmo que não seja muito, porque, com certeza, recebo em dobro. Escolhi ter três termos básicos no meu cotidiano: 'desculpa', 'com licença' e 'por favor'. Escolhi não ter paciência para as grosserias dele. Escolhi não curtir escândalos. Escolhi não me calar. Escolhi o diálogo. Escolhi a verdade, sempre. Desde que tive que recomeçar e me reinventar sozinha, comigo mesma, percebi que estava escolhendo ser livre, independente. Escolhi gostar de mim mesma... assim, desse jeitinho que sou. Escolhi acreditar que somos seres completos, únicos e que só uma koisa deve nos unir a outra pessoa: a admiração pelo outro. Escolhi acreditar que ninguém tem o direito de zombar dos seus sonhos e que TUDO ocorre para o nosso bem, embora demoremos a constatar isso. Escolhi não depositar no próximo atribuições e expectativas só minhas. Escolhi continuar estudando, viajando e amando. Escolhi deixar a ansiedade na potência mínima e a vontade de viver na máxima. Eu escolhi ser feliz. A gente nunca teve nada a ver um com o outro. Hoje sei o quanto me custou, mas sei que fiz todas as escolhas certas. Porque eu me curei!

Obrigada de koração (como diz meu amigo Igor: 'koração com ká')... a todos os leitores, seguidores, amigos que passaram ou passam por aqui, na minha trajetória. Vocês foram e são parte fundamental desse processo incessante de crescimento e alegria. Parabéns a todos nós!

Superbeijo.