quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Café e Cinema

E aí, caro leitor internauta? Tudo certo? Por aqui tudo ótimo. Hoje vim falar para você de cinema e café. Sim, mas isso não é uma análise de filme e nem sobre os segredos de como preparar um bom café. Faz uns dois meses eu estive no Farol Shopping, em Tubarão, a convite dos meus tios para assistirmos 'Tropa de Elite 2'. Eu nunca havia estado naquela 'região' do shopping, mas curti, a princípio. Tudo plano, nenhuma escada por perto e a fila para a compra dos ingressos estava pequena. Embora eu, como 'matrixiana' possar passar na frente, resolvi ficar com a minha tia ali na fila mesmo, pois tinha pouca gente - eu abro mão de alguns direitos quando os julgo desnecessários, como nesse caso.

Até a sessão começar demoraria algum tempo e, claro, era uma boa hora para tomarmos um belo café. Eu amo café. Aliás, eu amo sair para comer, é meu programa preferido... risos. Mas o café eu gosto não só pelo gosto, mas também porque me remete a um momento de dois prazeres: comer e bater um papo. Tenho sorte de ser magra! Minha tia sugeriu irmos ao Café Minuto, um café que não fica na praça de alimentação. Está localizado numa 'ilha', tipo aquelas lojinhas que ficam no corredor do shopping, sabe? Pois é, é onde você encontra variados tipos de café quentes e gelados, com especialidade em doces e salgados requintados. A cafeteria é grande, fica num piso um pouco mais elevado e tem rampa em todas as entradas, mesas com sofá apenas de um lado com espaço livre para um cadeirante chegar na mesa se for preciso e uma comida fantááástica. Eu tomei um café com leite numa taça toda lambusada de nutella (aquele creme que recheia o Ferrero Rocher). Hummmmmmmmmmm... bom demais! Pena que eu estava sem a câmera para registrar as imagens e postar aqui.

Chegada a hora do filme, eu fiquei animada ao ver que nas entradas da sala do cinema havia rampas. Não sei se tinham a angulação correta (de 8cm a cada metro), mas elas estavam lá. Que beleza! E que filmão! Claro que, para mim, o Wagner Moura destaca-se pelo talento e pela beleza. Tá bom, ele não é exatamente liiiindo, mas a beleza, de fato, é um conjunto e não tem um padrão, é tão relativa... e eu acho que o cara tem um charme, não sei explicar. Depois que o filme acabou, minha satisfação com o cinema foi baleada com um tiro de fuzil: na saída da sala só tinha escada. Ahhhh, nããão! Estava tudo indo tão bem. Claro que eu saí pela porta de entrada - onde tinha a rampa. A moça do cinema não curtiu muito, eu percebi, mas antes que ela me dissesse qualquer besteira, eu falei para ela que a saída não era acessível - e dei aquele sorrisinho típico de ironia. Minha vontade foi dizer: 'Pede pra sair!'. Fico inconformada que locais recém construídos e com o perfil de um shopping não esteja preparado (por completo) para receber a clientela tão diversificada. Óbvio que não adianta muita koisa ter rampa na entrada e uma escada na saída. Isso não é acessibilidade. É como uma mulher 'meio-grávida': não existe! Ou fazem rampas em todos os acessos ou treinam o funcionário para fazer uma cara mais simpática se um 'matrixiano' for obrigado a sair pela porta contrária - a de entrada, nesse caso. Aí, então, eu entendi o slogan do shopping: Surpreendente!

Beijo enorme, caro leitor internauta.

Ps.: é dezembro... ho ho ho!