quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por que 'Tyson'?

Boa noite, caro leitor internauta!

Tudo bem? Por aqui tudo certo, muito vento e frio - não encontro nenhuma explicação metereológica plausível para isso em pleno mês de outubro -, mas vamos lá. Hoje vim dividir com você o dia de mais perrengues e o mais engraçado de toda a minha vida. Um verdadeiro teste de paciência e coragem... risos. Já contei aqui que durante os cinco dias de curso na AMA, eu, Denise e Renata fizemos o trajeto Guarujá-São Paulo de carro, certo? E já contei que a Denise nunca havia dirigido na 'capitar'? Não, né? Pois é, quanto a isso foi pura diversão. Acontece que na terça-feira, 21 de setembro, a placa do carro dela cairia no rodízio de veículos de Sampa justamente no horário em que chegaríamos e sairíamos do curso. Para piorar a situação a Renata não dirige na estrada. Que beleza! Só faltava me candidatarem a motorista, né? Até cogitaram essa possibilidade, mas não, não estou tão maluca assim, caro leitor internauta. Acabei de tirar a carteira e não tenho (ainda) cacife para dirigir numa Imigrantes. E agora? Como chegaríamos ao curso naquele dia?

Renatinha deu um jeito: ligou para um conhecido que faz uso do transporte particular que sobe a serra rumo a São Paulo. Arrumamos uma van que nos levaria até a estação do metrô de Jabaquara. Às 5h da manhã lá estava um senhor chamado de João buzinando no portão. A Denise já havia embarcado no banco da frente, ao lado do motorista e eu e Renata sentamos duas fileiras para trás. Ao pegar todos os passageiros, seu João - numa disposição só - fez a tradicional chamada dos nomes para conferir se não faltava ninguém. Adivinhe qual era o primeiro nome da lista? 'RE-NA-TA!'. Caraca, o tiozinho deu um grito que eu dei um pulo e acordei de vez. Partimos rumo a São Paulo e comecei a cochichar com a Renata sobre uns papos de mulher. A Renata é a pessoa mais sorridente que conheço, ri de tudo feito eu... risos. Lá pelas tantas eu falei algo muito, mas muito engraçado e aí não prestou. Seu João perguntou à Denise se estávamos chorando e a resposta só poderia ser: 'Não, o povo tá animado mesmo!'. Nós duas tentamos abafar as risadas com nossos cachecóis, caro leitor internauta, mas o fato é que o dia nem havia amanhecido e nós já estávamos chorando de tanto rir, literalmente. A viagem passou num piscar de olhos. Descemos no Jabaquara. Muito movimento, cidade acordando. Porém, o ponto de ônibus da AMA é na estação do Paraíso. Pegamos um táxi até lá. No caminho reparei o sol nascendo no meio dos prédios, era um dia lindo vindo nos brindar. O motorista era muito legal e acho que ficou zonzo com três 'matracas' logo cedo dentro do carro. Muito gentil, nos explicou como chegar no Cambuci no dia seguinte e eu, enganando a mim mesma, disse que havia entendido as instruções (foto acima). Na estação de metrô do Paraíso, o ônibus da AMA já aguardava. Fomos até Parelheiros (lá onde Judas perdeu as meias, porque as botas foi bem antes) e passamos o dia estudando, já que esse era o propósito. Mas ô lugarzinho longe, viu? Quando voltamos ao agito da metrópole foi, realmente, como chegar ao Paraíso... risos

Para voltar ao litoral (para casa), teríamos que pegar a tal van novamente no Jabaquara, mas, até lá, outro táxi. Ah, meu Deus, quem nos levou foi um taxista com idade compatível ao Tutancamon. Caro leitor internauta, o senhorzinho fez mais barbeiragens do que o Barrichello, ele não poderia mais estar dirigindo e, como se não bastasse isso, ele nos enrolou, viu? Deu voltas para chegar ao Jabaquara. No caminho, sem ter o que dizer, soltou essa: 'O mundo vai acabar em 2012!'. Claro que não sei ficar quieta e respondi: 'O mundo tá acabando aos poucos, faz tempo... e é nossa culpa!'... risos. Chegamos ao Jabaquara e nada da van. Já era noite e tinha um povo estranho na rua. Renatinha ligou para o cara do transporte particular e ele disse que um Meriva viria nos buscar, pois todas as vans da empresa já estavam ocupadas. Chique, né bem? Seria chique se não fosse tenebroso! Eu não estava gostando nadinha daquela espera e para piorar começou a chover fininho.

Tchan-tchan-tchan-tchan-tchan, o tal Meriva chega e desce um negão de 2m de altura e 3m de largura. 'Boa noite. Meu nome é Tyson!'. Ah tá, que maravilha! Depois de um dia corrido como aquele, eu sentia um calafrio subir nas costas. Só me faltava virar saco de pancadas mesmo, ou lona de ringue, ou luvas de boxe... risos. Entramos no carro todas no banco de trás e um outro passageiro já estava na frente. Baixinho, falei para a Renata e para a Denise: 'Agora eu tô com medo... mesmo. Não é piada!'. Pense comigo, caro leitor internauta: éramos três pobres mulheres indefesas, num carro com dois desconhecidos - um deles no controle do volante e ainda com o nome de Tyson! Minha Nossa Senhora Protetora das Psicólogas Alopradas, aquilo era demais para a minha coragem! E parece que mãe sente, né? Nessa mesma hora, minha mãe ligou para saber se estava tudo bem. Me limitei a dizer que sim, mas que ainda estávamos na estrada. Já era mais de 20h e ela achou tarde para ainda estarmos no caminho de casa. Pobre mãezinha, se ela soubesse da metade das aventuras daquele dia, concordaria comigo que o horário era o de menos - os detalhes deixei para contar quando voltei a Santa Catarina. Ser tão bem humorada feito eu, às vezes, é um problema, caro leitor internauta, porque quando falo sério, pouca gente acredita... risos. Ou seja, minha cara de desespero virou motivo de piada para as minhas amigas naquele momento e, então, resolvi relaxar. Perguntei para o moço: 'Mas por que Tyson? Por acaso tu dá porrada?'... O cara deu uma baita gargalhada. Ufa! Não, na verdade o nome dele era Claiton, mas por ser muito forte e com fisionomia de mau, foi apelidado de Tyson. Que apelidinho carinhoso, hum? Respirei aliviada, pode acreditar. E depois percebemos que o cara era muito bacana, tranquilíssimo e educado. Conversamos durante todo o trajeto até em casa. Além do mais, ele é o melhor motorista que já conheci. O cara era bom de braço mesmo, mas para dirigir. De fato, as aparências enganam - nesse caso, ainda bem!

Próximo post: Restaurante Tahiti (Guarujá/SP) - Dica de Acessibilidade

Beijo, beijo, beijo.   

6 comentários:

  1. Parabéns belo post!!!

    Muito bom!

    Acesse meu espaço...
    http://mailsonfurtado.blogspot.com

    Sorte sempre!

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  2. bacaníssimo, chica.. gosto tanto do seu jeito de escrever... saudades de estar mais por aqui...

    *feliz domingo aí p vc...

    besos.

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  3. Ah que situação! SP é um lugar tão nonsense que sempre nos surpreende de um algum modo inusitado! hahaha.

    Oh, a AMA para onde vocês iriam é aquele instituto que trabalha com crianças autistas? :D

    E obrigado pela visita ao "Cine Freud", será sempre super bem vinda!

    Ótimo domingo prá ti.

    Um abraço

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  4. São Paulo é o lugar das aventuras. Eu juro que fui ajudada no metrô por um fantasma, juro!


    Beijos

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  5. haha ai, Kaka... Se um negão com cara de mau, 2 m de altura e 3 largura viesse ao meu encontro, medo seria A ÚLTIMA coisa que eu PENSARIA em ter!!

    :P Beijoooooooo rsrsrs

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