quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Rumo a Sampa... de novo!

Caro leitor internautaaaaaa, que saudades!
Nossa, bati o recorde de sumiço, hein? Quase 15 dias sem postar. Pois é, mas tenho um bom motivo: estive 9 dias entre o Guarujá e São Paulo (capital). Ou seja, tenho uma pá bem cheia de koisas para contar a você (e outras que não devo contar... risos). Antes de começar a discorrer sobre as aventuras dessa viagem, quero agradecer a cobrança de muitos leitores com frases do tipo '... e o blog, hein?'. Essa pegação no pé me motiva muito a escrever porque sei que há quem sinta falta de ler minhas postagens. Isso era impensado quando criei o Koisas Com Ká. É bom demais receber os comentários e saber que você divide, de fato, koisas comigo... nem que seja um pensamento, uma opinião, uma risada ou uma careta (por que não?).

Agora suponho que você deve estar aí com urticária, se coçando para saber o que fui fazer na 'terra da garoa', não é mesmo?... risos. Afinal de contas, eu estive por lá há pouco tempo - em julho. Pois é, o objetivo da viagem foi o treinamento na AMA (Associação de Amigos do Autista), referência no Brasil no tratamento de pessoas com autismo. Como você já deve saber, um dos meus trabalhos como psicóloga se desenvolve aqui a Apae de Garopaba. Há uns dois meses, aproximadamente, surgiu um novo desafio: atender uma criança autista, junto com a pedagoga. Assim, eu me responsabilizaria em participar e atuar nas atividades psicopedagógicas e atender a mãe da criança. Ótimo! Acontece que o mundo do autismo é tão complexo quanto fascinante. Lá fui eu ler a respeito e me inteirar do novo mundo que faria parte: o mundo autista. Como nada é por acaso, nessa mesma época, a Renata (minha amiga paulista que também trabalha com autistas) me ligou e me convidou para fazermos juntas esse curso na AMA. Achei que seria um investimento importante de ser feito. O aperfeiçoamento deve ser uma constante para aqueles que amam o seu trabalho. Foram 5 dias insanos de muito estudo, mas que valeram a pena! Num próximo post, contarei detalhes. Quem quiser saber mais sobre o assunto antes que eu poste aqui, pode entrar no site http://www.ama.org.br/. Mas vamos por parte - do começo, de preferência.

Meu voô estava marcado para dia 17/9, às 21h saindo de Floripa, como de costume. Durante o dia tive tempo de ir à clínica atender e arrumar tudo que levaria. Aliás, não me pergunte como arrumei a mala sozinha. A nossa 'secretária do lar' estava de férias e eu zonza dos remédios da pneumonia. Estou quase acreditando que as roupas pularam por conta própria do guarda-roupa para a mala... todas bonitinhas e dobradinhas, cada uma no seu devido lugar... risos. E a mala ficou bem arrumadinha, não faltou nada. Cheguei no aeroporto e no extrato do check-in percebi que minha mala pesava 15kg. Ah, que bom, um pouco menos que das outras vezes. Atribuo essa proeza ao fato de não ter levado o netbook (pois não teria tempo de usá-lo) e um sapato a menos. Nesse mesmo comprovante marcava embarque no portão 3, mas constatei que havia mudado para o portão 5. Essas mudanças são rotineiras em aeroportos. Se você for viajar, fique de olho nos monitores e preste atenção no que o carinha do alto-falante está dizendo. Eles informam de ambos os jeitos para qual portão será direcionado cada aeronave. Na fila de embarque vi o Dr. Jairo Bouer, que apresentava um programa na MTV na época em que eu era adolescente (é, faz tempo!). Como não o achei muito simpático, fiquei na minha e agi como se não o tivesse reconhecido. Um mocinho da Gol chamado Iuri me acompanhou até a pista com a Stair-tac (a tal cadeira elétrica - que não dá choque) e fez os mesmos procedimentos de sempre: 'A senhora já usou esse equipamento? Não se preocupe, a cadeira ficará bem inclinada pra trás.'. Uhum, eu sei, eu sei... estou acostumada. Deu tudo certo. A única koisa que queria era entrar depressa no avião porque estava um vento terrível na pista e, embora estivesse bem agasalhada, eu não podia vacilar por causa da pneumonia. O voô foi tranquilo e fui conversando (para viariar) com a senhora que estava ao meu lado.

Em Congonhas descemos pelo finger (corredor fixo) e um moço da Gol já me esperava. Fomos em direção à sala de desembarque para retirar a bagagem e quem eu encontro no caminho? Genivaldo, meu amigo que trabalha na Gol (esse da foto)!  Observação: guarde bem o nome dele, pois ele será peça fundamental no desfecho dessa viagem. Caraca, que saudade eu estava dele! A gente tentou combinar para ele me desembarcar em julho e não deu certo e, dessa vez, a gente se encontra sem querer. Muito legal! Óbvio que foi ele quem assumiu a função de me acompanhar depois disso. Fomos até a sala de desembarque batendo um papo e lá estava um caos. Muita gente ao redor das esteiras. Gê e eu aproveitamos para tirar uma foto, mas antes disso tivemos que descobrir como ligava e funcionava minha máquina nova... risos. Nesse meio tempo a esteira do meu voô esvaziou e minha mala ficou dando voltas sozinha, era inconfundível... risos. Na porta, não havia Rubia ou Jeovana para abraçar como das outras vezes, mas estava lá o meu amigão super sincero: Márcio (marido da Renata). Descemos a Imigrantes rumo ao Guarujá divididos entre conversa séria e muita risada (que novidade!). Dessa vez fiquei hospedada na casa do Márcio e da Rê, já que eu iria para o curso com ela. Foi bom chegar em casa e rever minha amiga, eu já estava com saudades. Sou sempre tão bem recebida, me sinto tão querida que me considero um pouco parte da família 'de Luna Arcas'. Era tarde, mas tirei o mais importante da mala e era hora de descansar. O fim de semana e a semana prometiam...

Próximo post: Restaurante Sítio Laranjeiras, Guarujá - dica de acessibilidade.

Beijos, no domingo eu volto a postar. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nua e crua...

Olá, caro leitor internauta!

Estou aqui 'de molho' desde sexta-feira curtindo uma bronqueolite. Pois é, tudo fruto de uma gripe mal curada devido a minha teimosia e mania de achar que está tudo bem, tudo certo, vamos 'simbora'. Mas calma... já estou medicada e sexta-feira estarei 0km para embarcar para São Paulo. Entretanto, nesses dias em que você é forçado a ficar em casa, deitadinho enrolado no edredon, sem colocar o nariz para fora, você fica sem muita opção do que fazer, não é mesmo? Você lê um livro, usa o computador, ouve música, vê TV e por aí vai. No final do seu atestado você já está de saco cheio de fazer nada produtivo. Acertei? Comigo, pelo menos, é sempre assim. Eu detesto ficar doente (óbvio), mas, pior que isso, é ter que parar de trabalhar. Gente, isso acaba comigo. Bom, sem muita escolha, hoje, assim que acordei, assisti um programa na Record e me deparei com uma matéria sobre os figurinos da popstar que mais abomino: Lady Gaga. A matéria era, na verdade, uma crítica aos modelitos esdrúxulos da moçoila. Eu, na companhia da minha psicologia selvagem, fiquei analisando e pensando... ela deve ter tido a auto-estima muito baixa, não? Deve ser uma pessoa muito insegura para ter que chamar atenção com tanto exageros. Acho que ela coloca tudo nos figurinos, menos o bom senso.

A guria desceu outro dia num aeroporto só de calcinha e sutiã, você acredita? Meu, quem ela pensa que é? Bela merd* se ela canta meia dúzia de palavras esquisitas que faz sucesso. Ninguém merece ter que ver a calçola dela! Eu não quero saber se ela tem silicone, se tem piriquito, piriquita ou os dois! Ela que coloque uma roupa! E depois fiquei passada 'à chapinha' quando mostraram a última extravagância da Miss Ridiculareza em questão: um vestido feito de carne... sim, carne de verdade... aquela que você come nos 'surrascos' de domingo. Achei que estava tendo uma alucinação em decorrência dos remédios que estou tomando, mas não... a realidade estava ali na TV, nua e crua, literalmente. Páraaaaaaaaaaaaaaaaaa tudo! Qual teria sido a pobre vaca que cedeu tanto bife a ela? Uma prima próxima, quem sabe? Não, não, não vamos ofender as Mimosas e Gertrudes desse planeta! Sim, porque, para mim, a Lady Gaga é uma sem noção e mais animal do que a pobre vaquinha que morreu em prol de tamanha futilidade. Por que ela não faz uma campanha contra a fome ao invés de desperdiçar comida? Por que ela não canta, simplesmente? Ou será que o talento vocal é insuficiente? Aí, São Pedro, vamos fazer uma troca? Mandamos a Lady Gaga e você manda de volta, no mínimo, os Mamonas Assassinas. Que tal?

* Quero agradecer os recadinhos gentis do leitor Markus na última postagem. Já te adicionei no Twitter.

Beijos a todos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O que é ser grande?

Bom dia, caro leitor internauta!

Há umas três semanas recebi um convite de casamento. Não um convite qualquer, mas o convite da Andresa e do Vanderlei. Não me refiro só à beleza e delicadeza do que foi impresso, mas ao significado da convocação para ser madrinha dessas duas pessoas incríveis. Vou explicar: convocação porque dentro do convite, veio um texto personalizado para cada padrinho e, no meu caso, uma etiqueta 'Para a melhor amiga: Karla'. Chique, né bem? Eu já comentei sobre esse casal aqui, mas só para relembrar: a Andresa estudou comigo desde os 8 anos de idade, crescemos juntas (quer dizer, eu não cresci). Pessoa maravilhosa, doce, gosta de tudo muito certinho, generosa e muito engraçada (tudo mal de leoninos... risos). A sua marca registrada é a risada pra lá de espontânea e escandalosa (no bom sentido). O Vanderlei é uma figura, exemplo raro de lição de vida. É paraplégico há 14 anos e totalmente independente, alto astral... quase uma mala sem alça... risos. Um orgulho ser testemunha dessa união e desse amor. Quando penso nisso, me sinto uma pessoa de muita sorte, sabe caro leitor internauta? Sorte por ter amigos de infância, amigos que mesmo longe se fazem presentes, amigos novos que chegam sempre, amigos verdadeiros. Bom, quanto ao padrinho que me acompanhará, ainda está em discussão: ou Henrique (irmão do noivo) ou Ed (melhor amigo da noiva). A votação está no Congresso Nacional, assim que um dos dois for escolhido, avisarei aqui... risos.

Maaas, como não sou eu a responsável por decidir o meu partner, tratei de logo ir ver a 'roupitcha' para a ocasião. Ah, sim, eu sei que o casório é só em novembro, mas são 30 padrinhos e 500 convidados, então eu precisava decidir logo a cor do vestido porque não gostaria de ficar 'par de vaso' com outra madrinha no altar. Aí entra o tema de hoje, caro leitor internauta: eu meço 1,51cm, peso 43kg e calço 33... onde encontrar uma roupa que não seja a de daminha???... risos. Você tá rindo, né? Mas é sério. Achar roupas para o meu tamanho é um probleminha. Por sorte, o vestido que bati os olhos numa loja daqui serviu direitinho. Roxo (pra variar), longo... muito bonito. Parece que foi feito em mim. Creio que isso se deve ao fato de a dona da loja ser menor que eu (aham, acredite!). Inclusive, ao entrar na loja eu a abracei e disse: 'Dona Naíde, que satisfação encontrar alguém mais baixa que eu! Nunca olhei de cima para alguém!'... risos. Óbvio que eu a conheço, né caro leitor internauta? Senão seria uma indelicadeza minha dizer isso a um desconhecido. Nem todo mundo se aceita como é. Pois eu adooooro ser baixinha. Caibo em qualquer lugarzinho, as crianças me adoram porque se identificam com o meu tamanho (elas sempre acham que também sou criança... risos), sempre dizem que pareço ter menos idade do que realmente tenho e, quando caio, o tombo é bem menor, dada a pouca distância até o chão... risos. Não é uma beleza?

Voltando ao vestido, creio que essa foi a primeira vez na minha vida que algo serviu assim... sem precisar cortar. Sim, porque todas as calças jeans que eu compro tenho que mandar cortar e fazer a bainha. Eu merecia pagar 30% a menos em todos os jeans, já que corto 30% da calça, concorda? Além disso, eu já comprei roupa tamanho 16, mesmo tenho mais de 20 anos porque, além de grandes, as pessoas estão cada vez mais gordas e os manequins de calça 36/38 (que eu uso) sumindo das lojas. Definitivamente, expressões como 'Quando eu era pequena' ou 'Cresci vendo Chapolin...' não se aplicam a mim. Mas o que importa é o caráter e o tamanho do coração, né? Porque isso sim, dizem se você é grande.

Beijos enormes!  
     

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Saia justa, justíssima...

Olá, caro leitor internauta! Como vai? Por aqui tudo certo... feriado chegando e muito trabalho, como sempre. Hoje vim relatar para você a saia justa em que fui metida outro dia. Não, não me refiro a saias de tecido, porque não uso essa peça do vestuário feminino. Sabe aquelas situações em que você quer cavar um buraco para sumir e que um segundinho parece uma eternidade para passar? Pois é, é dessa saia justa que estou falando. Para quem ainda não sabe, eu sou a filha mais velha. Tenho dois irmãos: Vinícius com 11 e Gabriel com 10 anos. Adoro criança e sou o tipo de irmã que participa muito. Me sinto um pouco responsável pela educação deles por ser tantos anos mais velha. Sou paciente e conversamos sobre tudo. Acredito que não devemos infantilizar as crianças, de um modo geral, e nem privá-las de entenderem o que se passa... isso significa tratá-las como seres pensantes respeitando o seu desenvolvimento. Então, ao invés de fugir de determinados assuntos, o melhor é dialogar delicadamente sobre cada koisa. Em cada fase da infância você pode ir aprimorando a explicação sobre tudo.

Bom, outro dia, o Vinícius disse que queria me fazer uma pergunta. Sinalizei com o levantamento das duas sobrancelhas que estava pronta para ouvir a dúvida. Fiquei esperando algo do tipo: 'Em quem você vai votar para Presidente nessas eleições?', ou 'Onde fica a Palestina?', ou 'Por que o céu é azul?', ou 'Me empresta teu fone de ouvido?'. Ah, não, nada disso... ele me veio com a perguntinha: 'Kaká, o que é tesão?'. Fiquei surpresa e feito estátua por uns três segundos, depois dei umas três tossidas enquanto pensava no que ia responder. Me senti numa saia justa feita de lycra, colocada a vácuo. E ele ali, tranquilinho me olhando esperando a resposta. Pensei em dizer que tesão é um 'T' bem grandão, mas não seria o mais correto... risos. Então falei: 'Mano, tesão é... é quando você tem muita vontade de fazer alguma koisa, ou quando você tem enorme satisfação em fazer algo, ou ainda quando você acha uma pessoa muito bonita. Mas não é um termo que se use assim, a toda hora. Quando você crescer, saberá exatamente o significado dessa expressão'. Pronto! Ufa, acabou, falei. Tentei imaginar de onde ele tinha tirado essa. Talvez de uma música dos Mamonas Assassinas, já que é fã deles? Mas como sou ultrapassada!! Daí ele veio com a fonte da questão: 'Ah, agora entendi por que aquela menina da minha sala me chamou de tesão!'. Hãããã? 

É, caro leitor internauta, estou ficando velha mesmo... as koisas estão bem avançadas hoje em dia, não?

Bom feriado. Beijos.