sexta-feira, 16 de julho de 2010

Capote no arraiá!

Caro leitor internauta, bom dia! Muito frio aí do outro lado da telinha? Por aqui sim, 5 graus durante o dia. Como psicóloga, sou obrigada a discordar totalmente do ditado 'Frio é psicológico!', pois, até eu terminar de repetir para mim mesma que '... não tá frio, não tá frio e não tá frio!', os meus neurônios já congelaram!

Vamos ao post de hoje. Quem me conhece sabe que adoro uma festa. Adoro um bom motivo (ou nenhum motivo) para reunir amigos e família. E mais: eu gosto muito de festas temáticas do tipo Halloween, festas à fantasia, festa junina, etc. Acho muito legal 'vestir a camisa' da proposta da festa e ir à caráter. Isso tudo me empolga e o bacana é entrar no clima, não acha? Sei que muita gente não, mas... Sexta-feira passada, dia 9, foi marcada a festa julhina da turma que faz curso de pintura em madeira da loja de artesanato da minha tia. O fuzuê todo foi organizado por mim e pelas alunas mais antigas, minhas colegas de turma (carinhosamente chamadas de 'diretoria'... risos), a realizar-se no sítio do meu pai. Mas havia um detalhe fundamental: quem não fosse na festa vestido de jeca, ficaria de castigo no viveiro do pavão. Então as três semanas que antecederam o Arraiá Mãos na Arte foi um troca-e-faz-vestido danado, e manda fazer calça para os maridos, e compra chapéu de palha, e faz bandeirinha para decorar, eita sô...!

Eu agilizei o meu vestido de jeca e pensei no look completo bem antes do dia, e na hora tudo ficou mais fácil. Coloquei uma roupa quentinha por baixo do vestido, já que ele era curto e fininho. Fiz a maquiagem, calcei as botas e fiz as tranças no cabelo. Depois de pronta fui de carona para lá com minha avó. Caracas, eu ri muito quando vi minha avó vestida de jeca. Era realmente uma jeca-chique... risos. No sítio, só estava minha tia arrumando as koisas e, em seguida, chegou a Jane com o marido (Renato) e os filhos. Lá pelas tantas, nessa arrumação toda antes do povo chegar, eu (não sei como), me enrosquei no pé do Renato e tomei o maior capote. Lá fui eu de boca... de boca no chão feito um saco de batatas. Esbarrei na cadeira, essa esbarrou na mesa e fomos todas de encontro ao piso: mesa, cadeira e eu. Saldo total do tombo: uma mesa quebrada (sim, eu quebrei a mesa de madeira da minha mãe), um queixo cortado, um ombro e um dedo da mão fora do lugar e um homem apavorado - o Renato. Fazia uns 3 anos que eu não caía; um recorde. Quando era mais nova (não adianta dizer 'quando era pequena', porque isso sempre fui), eu caía muito com os aparelhos ortopédicos e até depois que passei a andar sem eles, demorou um tempo para me adaptar com a nova marcha, o que continuou a render alguns capotes. Estou bem acostumada e não me apavoro com isso.

Mas caro leitor internauta, se você, qualquer hora dessas, me ver estirada no chão por aí, prepare-se para me ajudar a levantar porque se eu cair, ali eu fico... risos. E não se engane: sou magrinha e baixinha, mas sou pesada feito chumbo... risos. Aqui fica uma dica: se você for ajudar um 'matrixiano' (como o Jairo Marques chama nós, deficientes), a levantar do chão, antes, pergunte onde dói e qual é a melhor forma de ajudá-lo. De repente a pessoa tem uma parte do corpo mais sensível e tal, e você, mesmo querendo ajudar, pode acabar piorando a queda. Nesse dia, não sei como me juntaram, acho que tive uma amnésia pós-traumática... risos... mas me lembro que minha avó colocou gelo na hora e me aliviou bastante. Minha prima, que mora ali por perto, buscou pomada, band-aid, analgésico e quase uma farmácia inteira para me socorrer. O meu dedo foi inchando, inchando, latejando, latejando... e os jecas chegando na festa. Eita nóis! E cada um que chegava perguntava se eu não achava melhor ir no pronto-socorro tirar um raio-x. Fala sério, caro leitor internauta, você acha que eu ia perder aquela festa? E outra: você acha que eu ia para o PS vestida de jeca?! Não mesmo!... risos. Eu me conheço... nos tombos da vida, já bati o rosto, já tirei uma clavícula do lugar, já quebrei um braço... aquilo ali ia passar no pestanejar dos meus grandes cílios e antes que o quentão ficasse pronto.

E o festerê foi bom, viu? Só não pulei a fogueira porque era bem capaz de eu cair nela (aí não teria salvação)!... risos.   

* Eu e Gabe na foto, no tal dia fatídico.

7 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Oiii Ka!
    Que bom que vc gostou!
    Puxa, obrigada mesmo, fico feliz!

    Olha soh, se vc quer passar uns dias aqui e nao quer gastar muito com hospedagem, para poder gastar mais com compras e nao se importa em nao dormir em hotel de luxo...
    De dou a dica do meu irmao! Ele eh socio do Albergue da Juventude, vc conhece??
    Provavelmente sim... eh aceito em toda parte do mundo!
    Recente ele foi para Miami, ficou no Albergue no mesmo quarto com duas francesas(ele gostou muito, imagina soh!!kkk)
    Otima localidade etc....
    Caso vc nao conheca vou perguntar para ele qual o website, para vc visitar, ver precos etc....ok?
    UM OTIMO FDS!
    UM BJAO GRANDEEE
    CAMMY

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  3. Nooossa Ká, mas essa foi de doer, heim? uixxxx
    Vaidosa você também... Até parece eu... hospital sem make ou de jeca, nem pensar. rsrs
    Mas e o saldo, positivo, ou ainda tá doendo?
    Você é hilária e transparente. =)
    bjkas flor

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  4. Karla, como você está do tombo? Eu que vivo torcendo o pé e me esbarrando por aí, sei como que é. Espero que você esteja bem.

    Amo festa junina e sempre vou de jeca.

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  5. a-d-o-r-e-i !

    isso me faz sentir uma saudade louca dos tempos idos !!!!

    ficou linda Ká !!!!

    adorei as sardinhas.... risos....

    beijocas

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  6. HAHAHAHAHA

    ai Kaká, só você mesmo viu...

    Mas é isso aí: dura na queda!

    ;) Beijos

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  7. Acidentes de percurso são normais no meio de tanta realização rsrs

    Apesar de ter ido em uma festa junina aqui no Guarujá, litoral de São Paulo, não fui a caráter, e sua postagem me deixou com vontade disso fazer uma dessas com os amigos.

    Beijo

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