quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Vida em Imagens

Saudades, caro leitor internauta! Estou bem longe de casa. Sozinha e de férias. Logo postarei muitas novidades. Por enquanto deixo dito que adoro fotografia. É a arte de dizer, transmitir e tocar através de uma imagem. Fascinante, não?


Quem sou...




Um pecado...


Um vício...



O que me deixa feliz...






O que me deixa triste...



Um filme...



Meus sonhos...




quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entre a Vitrine e a Consciência

Outro dia vi uma bolsa numa vitrine. Era a bolsa mais linda e pequena que já vi. Marrom com rosa, delicada, prática e proporcional à minha (baixa) estatura. Loja de marca, chiquetérrima, dessas que você não vê as etiquetas e os preços pendurados. Mesmo assim, resolvi entrar e perguntar quanto custava a belezura (não é essa da foto). A atendente, muito simpática (óbvio), se dirigiu ao computador para conferir o preço. Nesse intervalo, vi uma outra bolsa na prateleira: roxa, bem grande, maravilhosa - essa tinha preço, custava R$ 210,00. Pensei com meus botões: se aquela ali é da mesma marca, enorme e custa R$ 210,00, então aquela outra que curti vai custar bem menos, pois tem trocentas vezes um tamanho menor. HA-HA-HA, de onde tirei essa analogia entre valor e tamanho, caro leitor internauta? Não sabe? Nem eu. Mas a mocinha voltou e revelou o valor da 'tetéia': ´Custa só R$ 420,00', ela disse. Só? Como assim 'só'? Fiquei pasma ao perceber a 'facada' que a moça queria me dar... risos. Senti uma pontada nos bolsos e uma tontura quase de labirintite com o discurso que ela fez para me convencer a levar aquela bolsa minúscula-e-caríssima, só porque era da Triton. Os marketeiros e amantes da moda vão querer me matar, mas e daí que a bolsa era da Triton? É lógico que não comprei a bolsa. Meu Superego gritou comigo, me senti fútil e constrangida com a constatação posterior: enquanto ela falava dos procedimentos de costura e confecção da peça, eu fiquei pensando que há famílias de 5, 6 pessoas que VIVEM com R$ 420,00. Há pais que mantém suas casas e seus filhos com menos de um salário mínimo. E que há quem nunca tenha recebido tanto por sua mão-de-obra. 

Então você deve estar pensando: '... mas o que temos a ver com isso? Sorte daqueles que podem comprar a tal bolsa sem precisar perguntar quanto custa!'. Aham, concordo. Ótimo se você trabalha pacas e pode dar um sentido para o seu dinheiro. Todos nós devemos nos recompensar sempre que possível. Longe de mim dizer que jamais comprarei algo assim. Entretanto, o x da questão é avaliarmos nossas reais necessidades de tal bem de consumo. Na verdade, vivemos a 'Era do Mal do Consumo', no qual compramos mais pelo status de ter, desprezamos o usar e nem lembramos do ser. Então, geralmente, as pessoas se resumem ao que têm, materialmente, mas são meros itens de R$ 1,99. Vazios, descartáveis e pura embalagem. Ah, sim, não sou hipócrita: eu também gosto de comprar. Adoro roupa, maquiagem, brincos, livros, etc. Sou ainda pouco ligada em novas tecnologias também, mas, mês passado, resolvi trocar de celular. O meu estava velhinho e o meu primo queria comprá-lo. Aproveitei o embalo e confesso que comprei um cheio de 'fru-fru', com touchscreen e 753 funções das quais nunca utilizarei, mas estava suuuuuuuuper barato (na promoção e com frete grátis) e a câmera é boa (era exatamente disso que precisava), então a compra valeu a pena. A busca deve ser pelo equilíbrio: não estagnar, não ser consumista e não esquecer de ser alguém precioso.

... ah, a mocinha da tal loja me encontrou no supermercado dias depois. Me avisou que a bolsa está com desconto. Talvez, um dia, eu passe lá. Lembrei que as koisas mais importantes do mundo, não são koisas.

Bom fim de semana e beijos coloridos no coração.
Ká.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dia do Amigo


 
Quando eu era pequena, acreditava no conceito de apenas UMA melhor amiga para toda a vida.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu marido.
É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra, muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, viajar, rir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro, ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.
Uma amiga dirá 'vamos orar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos saltar de pára-quedas'... ou 'vamos tomar um porre', outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá que é uma resposta divina...
Uma outra amiga atenderá à sua loucura por filmes, livros e DVDs... uma outra à sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos, uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga atenderá seu desejo por chocolates, outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email, outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos, outra estará a milhares de KM, mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, quer você a veja pessoalmente ou não, independente da ocasião, quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa, todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias...
Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade...
Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas, ex cunhadas, ex sogras, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda através de um bom livro ou de um programa na TV...
Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha, mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas, elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!

(Autor desconhecido)

Há também os amigos, homens, que também são importantes e seria impossível citar todas e todos, mas vamos deixar algo bem claro aqui:
Diante da imensidão do tempo e da vastidão do espaço, é uma alegria para mim, compartilhar um lugar e uma época com cada um(a) de vocês!!!

Feliz Dia do Amigo!

Beijos, queridos.
Ká.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Capote no arraiá!

Caro leitor internauta, bom dia! Muito frio aí do outro lado da telinha? Por aqui sim, 5 graus durante o dia. Como psicóloga, sou obrigada a discordar totalmente do ditado 'Frio é psicológico!', pois, até eu terminar de repetir para mim mesma que '... não tá frio, não tá frio e não tá frio!', os meus neurônios já congelaram!

Vamos ao post de hoje. Quem me conhece sabe que adoro uma festa. Adoro um bom motivo (ou nenhum motivo) para reunir amigos e família. E mais: eu gosto muito de festas temáticas do tipo Halloween, festas à fantasia, festa junina, etc. Acho muito legal 'vestir a camisa' da proposta da festa e ir à caráter. Isso tudo me empolga e o bacana é entrar no clima, não acha? Sei que muita gente não, mas... Sexta-feira passada, dia 9, foi marcada a festa julhina da turma que faz curso de pintura em madeira da loja de artesanato da minha tia. O fuzuê todo foi organizado por mim e pelas alunas mais antigas, minhas colegas de turma (carinhosamente chamadas de 'diretoria'... risos), a realizar-se no sítio do meu pai. Mas havia um detalhe fundamental: quem não fosse na festa vestido de jeca, ficaria de castigo no viveiro do pavão. Então as três semanas que antecederam o Arraiá Mãos na Arte foi um troca-e-faz-vestido danado, e manda fazer calça para os maridos, e compra chapéu de palha, e faz bandeirinha para decorar, eita sô...!

Eu agilizei o meu vestido de jeca e pensei no look completo bem antes do dia, e na hora tudo ficou mais fácil. Coloquei uma roupa quentinha por baixo do vestido, já que ele era curto e fininho. Fiz a maquiagem, calcei as botas e fiz as tranças no cabelo. Depois de pronta fui de carona para lá com minha avó. Caracas, eu ri muito quando vi minha avó vestida de jeca. Era realmente uma jeca-chique... risos. No sítio, só estava minha tia arrumando as koisas e, em seguida, chegou a Jane com o marido (Renato) e os filhos. Lá pelas tantas, nessa arrumação toda antes do povo chegar, eu (não sei como), me enrosquei no pé do Renato e tomei o maior capote. Lá fui eu de boca... de boca no chão feito um saco de batatas. Esbarrei na cadeira, essa esbarrou na mesa e fomos todas de encontro ao piso: mesa, cadeira e eu. Saldo total do tombo: uma mesa quebrada (sim, eu quebrei a mesa de madeira da minha mãe), um queixo cortado, um ombro e um dedo da mão fora do lugar e um homem apavorado - o Renato. Fazia uns 3 anos que eu não caía; um recorde. Quando era mais nova (não adianta dizer 'quando era pequena', porque isso sempre fui), eu caía muito com os aparelhos ortopédicos e até depois que passei a andar sem eles, demorou um tempo para me adaptar com a nova marcha, o que continuou a render alguns capotes. Estou bem acostumada e não me apavoro com isso.

Mas caro leitor internauta, se você, qualquer hora dessas, me ver estirada no chão por aí, prepare-se para me ajudar a levantar porque se eu cair, ali eu fico... risos. E não se engane: sou magrinha e baixinha, mas sou pesada feito chumbo... risos. Aqui fica uma dica: se você for ajudar um 'matrixiano' (como o Jairo Marques chama nós, deficientes), a levantar do chão, antes, pergunte onde dói e qual é a melhor forma de ajudá-lo. De repente a pessoa tem uma parte do corpo mais sensível e tal, e você, mesmo querendo ajudar, pode acabar piorando a queda. Nesse dia, não sei como me juntaram, acho que tive uma amnésia pós-traumática... risos... mas me lembro que minha avó colocou gelo na hora e me aliviou bastante. Minha prima, que mora ali por perto, buscou pomada, band-aid, analgésico e quase uma farmácia inteira para me socorrer. O meu dedo foi inchando, inchando, latejando, latejando... e os jecas chegando na festa. Eita nóis! E cada um que chegava perguntava se eu não achava melhor ir no pronto-socorro tirar um raio-x. Fala sério, caro leitor internauta, você acha que eu ia perder aquela festa? E outra: você acha que eu ia para o PS vestida de jeca?! Não mesmo!... risos. Eu me conheço... nos tombos da vida, já bati o rosto, já tirei uma clavícula do lugar, já quebrei um braço... aquilo ali ia passar no pestanejar dos meus grandes cílios e antes que o quentão ficasse pronto.

E o festerê foi bom, viu? Só não pulei a fogueira porque era bem capaz de eu cair nela (aí não teria salvação)!... risos.   

* Eu e Gabe na foto, no tal dia fatídico.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cara de quê?

Olá, caro leitor internauta!

Sábado ensolarado. Foi assim que começou meu 3 de julho. Dia de muita disposição, de deixar de lado as botas e colocar um tênis para caminhar. Nada de casacos, cachecol, etc. Vesti uma regata, pois era a roupa mais apropriada para o clima. Fui de carro até a loja de artesanato da minha tia e desci a avenida principal andando, sozinha (as calçadas daqui me permitem fazer isso). Fui até a locadora e ao supermercado. Olhei algumas vitrines e encontrei a Natita e o Léo (meus amigos) também dando uma caminhada e aproveitando o sol. Durante minhas andanças pela cidade, sempre acontece uma koisa engraçada comigo: encontro pessoas que me conhecem ou que conhecem a minha família, mas que eu sequer sei o nome ou de quem se trata. Até aí tudo bem, afinal, moro numa cidade bem pequena e eu, segundo minha mãe, sou mais conhecida que o carrinho da pipoca. Porém, essas pessoas param para conversar comigo. Perguntam como estou, como vai minha família e até meus cachorros... risos. Eu, claro, procuro ser educada sem deixar transparecer minha 'cara de ponto de interrogação' tentando adivinhar quem é aquela pessoa que sabe tanto de mim. Nesse mesmo dia que saí para andar, uma senhora me encontrou na rua e, dentre todas as perguntas que me fez, estava a em quê eu havia me formado. Olha, caro leitor internauta, já vai completar 2 anos que me formei e ainda responder isso soa meio estranho para mim. A minha agenda é tão maluca, eu corro tanto durante a semana que tenho impressão que já sou psicóloga há anos. Mas tudo bem, respondi que era graduada em Psicologia. A mulher disse, instantaneamente: 'Ah, você tem mesmo cara de psicóloga!'. E agora, caro leitor internauta, como seria uma 'cara de psicóloga'? Ela estava me elogiando ou me criticando? Que tipo de imagem uma psicóloga tem para aquela mulher? Não sei, mas fiquei bem intrigada. 

A afirmação que mais ouço em ralação a isso é: 'Você não tem cara de 25 anos, parece bem menos.', mas isso atribuo mais ao meu (pequeno) tamanho (1,50cm) do que à minha cara em si... risos. Outro dia, a noiva de um primo meu lá de Joinville me mandou uma mensagem me indicando a leitura de um livro porque ele era 'a minha cara'. Na semana que passou, a paciente da minha amiga que aguardava na recepção da clínica, cochichou com a filha a meu respeito: 'Ela tem cara de saúde.'.  E, não sei se você lembra, mas noutro dia uma aluna lá da APAE disse que tenho 'cara de artista'... essa foi demais! É nesse ponto que quero chegar com você, caro leitor internauta. Então eu tenho 'uma cara'? Mas cara de quê?

Existe aquela gentil, educada, teimosa, ciumenta, amiga, carinhosa, romântica assumida e irremediável. Aquela que não tolera mentira, injustiça, frescuras e vulgaridades. Aquela vaidosa, mas que adora andar de pijama nos fins de semana. Aquela paciente, ouvinte, questionadora. Aquela que agita as saídas da turma, que organizava as festas da facul, mas que também adora ficar em casa. Aquela otimista, mente aberta e positiva, mas que acha que o mundo está acabando quando fica na TPM. Aquela que gosta de flor, borboleta e cachorro, mas que tem medo de gato e de cobra. Aquela que não se apavora com barata, mas Deus me livre se vir uma lagartixa. Aquela que ama de paixão a família e que deseja muito construir a própria. Aquela que sonha em saltar de paraquedas, mas que tem pavor de agulhas. Aquela bem humorada, engraçada, que ri até chorar e a barriga doer com muita frquência, mas que leva tudo muito a sério. Aquela que vê no cuidado aos outros, uma forma de cuidar de si mesma. Aquela que já se surpreendeu e já se decepcionou. Aquela que adora chocolate e detesta refrigerante. Aquela que já secou os olhos de tanto chorar, mas que não perde o sorriso. Aquela adora a complexidade do único ser pensante, mas que é uma ignorante nata nas ciências exatas. Aquela que adora música, internet e Língua Portuguesa. Aquela que confia em Deus, numa força superior, mas que não é fanática. Aquela que foi excelente aluna e que se empenha para ser boa profissional. Aquela que come (quase) qualquer koisa, mas que detesta morango e ervilha. Penso que a vida é feita de detalhes, não de grandes eventos; e que a felicidade é o jeito de caminhar, é o caminho, não um ponto de chegada - como diria o poeta. Aquela que adora ler, mas que há dias não abre o livro. Aquela que adora filmes, mas que entregou o último na locadora sem ter visto porque não teve tempo. E eu tenho tempo para tudo, mas não tenho tempo para nada. Não tenho tempo a perder. Não me canso, não me estresso e não priorizo quem me trata como opção. Sou aquela apegada às pessoas que se apegam e que gostam de mim. Aquela que já mudou, casou, voltou e descasou. Que adora viajar e anseia conhecer o planeta, mas que sabe bem onde é o seu lugar. Sou aquela que adora viver tudo de verdade, seja bom ou ruim porque é isso que me dá sentido; porque sou gente que gosta de gente. Sou aquela que, entre a razão e a emoção, escolheu ser feliz. Que adora quebrar protocolos e que descobriu que a vida está apenas começando, pois o mundo tem muito a oferecer; que alcançar os objetivos só depende de mim. Sou assim e sou muitas outras. Mas sou, principalmente, aquela que ama os outros desinteressadamente, pela simples satisfação de amar.

Será que tenho cara de tudo isso? Ou será que tenho cara de outras koisas? Seria tão mais fácil se as pessoas tivessem 'cara-do-que-realmente-são', não é mesmo caro leitor internauta? Pouparíamos muitos desencontros e sofrimentos se soubéssemos logo 'de cara' quem é quem, concorda? Mas aí também perderíamos um bocado de oportunidades para aprender e crescer. E eu quero ter 'uma cara' para os outros sim, mas que seja uma cara verdadeira, que não seja muito discrepante daquilo que sou; sem rótulos e sem invenção ou distorção dos olhos alheios.

E você, caro leitor internauta, tem cara de quê?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

List Wish 2010

Feliz quarta-feira, caro leitor internauta!
Como vai? Por aqui tudo ótimo, dia lindo... tão lindo e quente que nem parece inverno (ainda mais no sul do país). Hoje eu vim fazer uma retrospectiva semestral do ano de 2010. Seis meses já se passaram e outros seis estão por vir. Acho válido fazermos balanços dos objetivos propostos e cumpridos e daqueles que ainda podem vir a ser realidade. Deixo abaixo minha lista de metas concretas para esse ano corrente.


(Foto retirada do site www.deviantart.com)


* Saúde para mim e minha família
* Tirar a carteira de motorista
* Assinar meu divórcio
* Passar no mestrado da UFSC
* Conservar os velhos e fazer novos amigos
* Estar satisfeita com meu trabalho
* Fazer terapia
* Viajar de avião sozinha
* Plantar uma árvore
* Ter objetivos mais concretos e lutar por isso
* Colocar as meias sozinha
* Ter boa referência como psicóloga
* Aprender coisas novas (na vida e no trabalho)
* Juntar uma grana para comprar meu carro
* Dormir menos e melhor
* Reformar meu quarto
* Ler mais livros
* Ver menos TV
* Visitar meus amigos de longe sempre que puder
* Fazer um trabalho voluntário
* Ver mais filmes
* Completar minha coleção de Kokeshis.
* Ir mais ao cinema
* Ser a única responsável e capaz de cuidar da minha própria vida
* Me desprender do passado e não me apegar ao futuro. Viver o hoje.
* Fazer uma atividade física
* Emagrecer
* Saltar de paraquedas
* Ver o Brasil ser Hexa - esse já era!
* Conhecer um cara verdadeiro, maduro e que não seja casado ou gay.
* Votar no Serra para presidente
* Sair para caminhar mais vezes
* Cuidar mais do meu cabelo
* Visitar o dentista
* Aprender a falar francês
* Conseguir fazer um cachecol de lã

... em dezembro farei outro balanço e veremos se o resto também se concretizou.
Para 2011 haverá nova lista, claro.

Beijos no coração.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Se eu fosse...



Um mês: Outubro (meu mês).

Um dia da semana: segunda-feira.

Uma hora do dia: 8h.

Uma estação: Primavera.

Um planeta: A Terra.

Uma direção: Aquela que minha intuição aponta.

Um móvel: Um divã (bem koisa de psicóloga... risos).

Um pecado: Gula.

Um sentido: Visão.

Uma pedra: A do meu sapato que me desafia todos os dias.

Uma árvore/Planta: Amoreira.

Uma flor: Tulipa.

Um clima: Fresco com sol.

Um prato: Principal.

Um instrumento musical: Bateria.

Um elemento: De bom caráter.

Uma cor: Azul-marinho.

Um animal: Borboleta.

Um som: De gargalhadas.

Uma música: 'Somewhere over the rainbow' - Israel Kamakawiwo´ole.

Um sentimento: Justiça.

Um lugar: Minha consciência.

Um sabor: Doce.

Um cheiro: Egeo Dolce, de O Boticário (meu perfume).

Uma palavra: Gentileza.

Um desejo constante: A verdade.

Um verbo: Evoluir.

Posse um objeto: Tela de computador.

Uma parte do corpo: Olhos.

Um número: 5.

Um Símbolo: @

... me divirto com a tentativa de definição... risos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A culpa foi do Mick Jagger, óbvio!


O sonho acabou? Não, caro leitor internauta. O sonho do Hexa foi adiado. Óbvio que também estou triste. E eu chorei sim, antes do pontapé inicial, não no apito final. Outro dia li na Revista Veja que o nosso hino é a maior obra brasileira. Eu concordei, não porque manjo de música, mas por um motivo simples: emoção. Ouvir o Hino Nacional me dá um nó na garganta, me enche de orgulho e me faz lembrar de todas as vezes em que o cantei na escola. Era sempre assim: perto do 7 de setembro, em todos os meus anos de estudante, lá estava eu no palquinho do pátio fazendo alguma homenagem à bandeira ou ao país. Acho que herdei esse patriotismo da minha mãe, que também recitava poemas na semana da pátria - com os pés bem juntinhos para que ninguém visse o furo na sua Conga (o All Star da época), muito menos o meu pai que já era seu paquera em meados da década de 70... risos.

Tenho certeza de que não é justo culpar o Felipe Melo, nem o Kaká (que parecia estar num salto plataforma o jogo inteiro - aliás, até eu, que também sou Kaká, teria jogado melhor que ele), nem o time todo, nem o mala do Dunga, nem o juiz japinha que mal abriu o olho para marcar nossas faltas, etc. pela nossa derrota. De que vai adiantar, também, imaginarmos como teria sido se o Neymar e o Ganso estivessem lá? Teríamos saído na primeira fase? Teríamos chegado à final? Que bobagem, perda de tempo pensar nisso. Jamais saberemos essas respostas. Sem dúvida o time precisa de um bom trabalho psicológico porque fica absolutamente perdido quando toma gol e, o que antes eram dribles, mais pareceram uma roda de samba ao redor da Jabulaaaaaaaaaaani. Da Holanda? Bom, da Holanda prefiro guardar a lembrança dos bulbos de tulipas que minha avó trouxe de lá para mim (estão brotando, logo postarei as fotos).

Prefiro pensar que a culpa da nossa desclassificação foi mesmo do pé-frio Mick Jagger. Aliás, caro leitor internauta, você sabe me dizer quem foi o energúmeno que o deixou entrar no estádio? Não me diga que a CBF mandou ingressos de cortesia para ele! Por que ele tem um filho bra-si-lei-ro? Não poderia ser holandês, argentino, inglês, americano, sul-coreano, ganês ou inter-galático? Aha, então será que a culpa é não é da Luciana Gimenez?... risos. Espero, do fundo do meu coração canarinho, vê-lo na TV no jogo da Argentina amanhã e que alguém nos faça o favor de presenteá-lo com uma camisa do Tévez, do Messi ou do Hyguaín (autografada, de preferência). Ah, bem que uma alma caridosa poderia ensiná-lo também a gritar 'Arriba, muchachos', hum? Vai, Mick, os hermanos precisam do seu apoio e o mundo não precisa (e não merece) ver o Maradona peladón... risos.

Filosofando um pouco mais sério, sempre achei que a vida pode ser comparada com uma partida de futebol. Muitas vezes nos concentramos, nos preparamos, vestimos a camisa em busca de um objetivo e, de repente, o placar muda, o jogo vira e você é surpreendido. A quê atribuimos essa força capaz de nos dar 'um carrinho' e adiar nosso gol? Para mim, aí entra um fator inexplicável, imprevisível. Chame você como quiser: acaso, vontade de Deus, destino, sorte (ou falta de). O fato é que num dia você perde, noutro você ganha e, até quando achamos que perdemos, na verdade, ganhamos. O importante é saber lidar com a perda... pense que na próxima partida, você também poderá ganhar. Mude seu esquema tático, dê cartão vermelho aos dispensáveis, faça as substituições necessárias, descanse, tome um fôlego e parta com tudo para a prorrogação. Assim é o esporte de viver. O lance segue, a Copa não acabou e a vida continua.

... ainda verde e amarela para mim.

Volta Felipão!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

'Boa noite!'


'Boa noite, lindo!', é assim que me despeço dele todas as noites. É carioca. Seu último nome é Júnior e já é quase um cinquentão (sim, eu sei que você vai concordar que ele não aparenta ter tudo isso). Raramente o vejo de pé, mas gosto de tudo nele: sua competência, seus olhos pequenos, seus poucos fios de cabelo brancos, sua voz, seu sorriso tímido, sua elegância, sua pose de bom pai e bom marido. Sua companhia me faz muito bem no momento mais relaxante do dia: depois do banho, na hora em que deito no sofá e à minha frente só vejo a TV e minhas meias coloridas. Ele conta as novidades, comenta e eu respondo, mesmo que isso mais pareça um ou dois monólogos. Até o aconselho a dizer para ela que a ama, sem censura. Não me queixo, porque sei que ainda falta muito para ele se aposentar. Se eu não o vejo trabalhando, falta algo para eu ir dormir contente. Durante o dia, quando dá saudade, eu entro rapidinho no twitter e leio as frases engraçadíssimas do 'tio', como é conhecido por lá. Além disso, eu adoro o jeito como ele humaniza tudo, sem perder o profissionalismo. E juro que não me importo de ser mais uma no meio de 190 milhões de brasileiros que 'seguram vela' para ele, William Bonner, e Fátima Bernardes na bancada do Jornal Nacional. 

... só dá tristeza no domingo porque aí tenho que aguentar o Zeca Camargo... risos.