terça-feira, 29 de junho de 2010

O pirata e a banguela

Caro leitor internauta, que jogão ontem, hum? Parece que, finalmente, a Seleção começa a nos convencer de que voltou ao bom futebol. Eu, como sou otimista, penso que vai dar Brasil nessa Copa (nem que seja aos 'trancos e barrancos')!

Vim contar pra você um comentário muito inteligente (e engraçado) que meu irmão, Gabriel, de 10 anos fez após o jogo. Ontem quando cheguei em casa para almoçar estranhei que ele já estivesse em casa e tive a triste surpresa de que sua dispensa da escola tinha acontecido mais cedo por conta de um tombo que ele sofreu. Para encurtar a conversa: ele tropeçou no corredor e voou por cima do murinho, caindo de cara no chão de concreto de uma altura de, aproximadamente, 1,50cm. Como ficou com o rosto todo ralado e inchado na área próxima ao olho, o pessoal da escola teve que levá-lo ao pronto-socorro. Depois do expediente da tarde no trabalho (onde vi o jogo), fui pra casa e o Gabriel me pediu para fazer um curativo com gaze, soro, esparadrapo, etc. Assim o fiz. Ficou bem parecido com um pirata, pois tampou todo o olho direito, além de parte da bochecha (tadinhooo!).

A TV estava ligada e, de repente, o Galvão (que fala mais que o homem da cobra) chama o repórter Marcelo Courrege (esse da foto), diretamente do Chile para saber o que a torcida chilena tinha achado do jogo (uma lástima para eles, óbvio) e reparei que o colocaram no meio de umas senhorinhas bem emperequetadas. Acho que aquela aparição na TV foi o evento do ano para elas, devem ter feito caranava e tudo para irem até o local da 'entrevista'. Estavam todas muito bem arrumadas, com os cabelos escovados e até de óculos escuros. É mole? A 'melhor idade' não está fraca, não. Ah, e gritavam 'Chi Chi Chi le le le le' sem parar, mais pentelhice que isso só a vuvuzela mesmo e a vinheta do Cid Moreira dizendo 'Jabulaaaaaaaaani'. Pois é, mas a mais ajeitada, que tranquilamente poderia ser confundida com a 'viúva Porcina', foi a que 'colou' no tal Marcelo Courrege (bem que ela fez, ele é muito bonito!). 

Meio sem jeito, o repórter pergunta para essa da frente para quem elas vão torcer a partir de agora. Ela responde: 'Para Brassssiiiil... ha-ha-ha'. Honestamente, fiquei com medo e com dúvidas se a 'tiazinha' falou sério ou se aquilo foi uma risada de bruxa, mas o fato é que meu irmão, vendo aquilo tudo apenas com um olho, comentou: 'Aff, de que adianta ela usar óculos de sol e fazer chapinha se não tem dente?'. Eu, claro, me debulhei em gargalhadas, pois não esperava tal constatação... risos.  De fato, a sósia da Porcina era banguela.

O sorriso é tudo, não é mesmo caro leitor internauta?... risos. 

*Quero aproveitar para divulgar o blog da minha prima, Gabriela, de apenas 14 anos, que dá seus primeiros passos no mundo da escrita: Palpites de Garota (http://palpitesdegarota.blogspot.com).

domingo, 27 de junho de 2010

Preciosa e Resiliente

Como vai, caro leitor internauta? Por aqui faz muito frio (ainda) e vento, o que faz o hábito de tomar banho e, principalmente, de lavar o cabelo, atos de puro heroísmo. Mas tudo bem, também é preciso contemplar a beleza do inverno, não é mesmo?

Bom, na última sexta-feira, depois de um dia atarefado, eu me forcei a ver um filme que tinha alugado. Nos últimos meses tenho visto mais filmes do que em toda a minha vida. Geralmente vou escolhê-los sozinha e a pé mesmo - caminhar tem me feito muito bem, tanto quanto ir a locadora. Outro dia passei por lá de carro e vi um cartaz colado no vidro com uma grande borboleta azul e escrito 'Preciosa'. Instantaneamente me bateu uma curiosidade tremenda porque eu gosto muito de borboletas azuis e o cartaz não sugeria a temática do tal filme. Aliás, procurando na internet, só achei o cartaz como segue aí na figura (a mesma da capa do DVD) e não aquele só com a borboleta que vi na locadora. Não sei por que razão há dois cartazes para um mesmo filme. Segue a sinopse: 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação. Fonte: www.adorocinema.com.

O elenco conta com a presença de Gabourey Sidibe, Lenny Kravitz, Mariah Carey, Rodney Jackson, Monique e Paula Patton. Aqui valem dois comentários antes que eu diga qualquer koisa: 1) Conseguiram deixar a Mariah Carey muito feia (ou vai ver só tiraram a maquiagem... risos) e 2) O Lenny Kravitz está cada vez mais charmoso.

Pois bem, não sou crítica de cinema, mas achei o filme sensacional - não foi à toa que levou 2 estatuetas na última edição do Oscar (melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado). O drama é muito bem articulado e a história fala de esperança e resiliência. A palavra 'resiliência' vem do latim, resílio, que significa voltar ao estado natural, resiliência é um termo tomado de empréstimo da Física, se refere à propriedade que alguns materiais têm de se deformar quando submetidos a pressões e em seguida voltar ao estado anterior, sem alterações. Segundo Renata Reginato, o conceito de resiliência para as Ciências Humanas é 'a capacidade de uma pessoa em possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, capacidade do individuo sobrepor-se e construir-se positivamente frente às adversidades'. Pessoas resilientes conseguem superar um trauma sem sofrer as consequências negativas de um stress ou de enfermidades físicas e emocionais. Toda esta capacidade de superação ocorre originada de uma grande energia interior. A peculiaridade da resiliencia está no fato da pessoa poder escolher como quer perceber e responder às situações adversas. Permite uma mudança significativa nas atitudes e na qualidade de vida da pessoa diante do caos do dia-a-dia, das cobranças, prazos, pressões, muita tensão e stress acumulado. Isso não significa ausência de dores emocionais, a diferença consiste na forma de vivenciá-las. Pessoas resilientes apresentam grande capacidade de adaptação. .

Eu confesso: tive que pesquisar para falar desse tema com você, caro leitor internauta. Lamento que tenha visto tão pouco sobre isso na faculdade, pois penso que essa seja uma virtude fantástica de algumas pessoas. E de onde vem essa caraterística? Conversando com minha amiga santista (e também psicóloga) Ju Carpentieri, chego à conclusão de que ter essa capacidade não depende só dos fatores sociais e de personalidade, há também o fator inato, genético que torna a resiliência uma qualidade ainda mais fascinante. Eu gosto de pessoas resilientes, como a personagem Preciosa, que se adaptam, que dão a volta por cima e nunca se acomodam; são pessoas com alta inteligência emocional, o que é bem diferente de ter (só) inteligência intelectual. Gente sábia me inebria! Sem dúvida foi por isso que o filme me emocionou tanto. A mensagem que bateu aqui e ficou foi a de que 'até a mais longa das jornadas começa com um único passo'.  

... eu também acredito (e sempre acreditarei) nisso, com todas as minhas forças!

Beijos coloridos porque amanhã tem Brasil!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dunga ou Zangado?

Caro leitor internauta, está muito frio aqui, apesar do sol maravilhoso que faz lá fora, então vamos ao 'conversê' de hoje antes que meus dedos congelem. 

Eu, observadora que sou, tenho como ofício o gosto pela busca do porquê das koisas dessa vida (e existe outra?). Pois bem, passei alguns dias tentando entender o humor do técnico da nossa Seleção, o Dunga, mas o fato é que eu não encontro justificativas para tanta ironia e sisudez. Claro que li vários textos antes de vir comentar o assunto com você, caro leitor internauta, inclusive um e-mail que recebi elogiando (aham, isso mesmo) a postura dele na última entrevista coletiva que concedeu (domingo, após o jogo). Para você entender o que aconteceu: Na entrevista coletiva após a partida, o sangue do treinador ainda estava quente. Quando Alex Escobar, jornalista da TV Globo, conversava ao telefone com um colega, balançou a cabeça por discordar da frase em que Dunga acusava os jornalistas de terem pedido que Luis Fabiano fosse tirado do time titular. Nesse momento, o técnico da seleção brasileira interrompeu a resposta para interpelar Escobar. Em seguida, ficou balbuciando palavrões que vazaram no sistema de som da sala de entrevistas. Xingamentos gratuitos que foram ouvidos por toda a imprensa internacional presente. Ao longo dos 30 minutos entre o início e o fim da coletiva, o técnico foi irônico outras vezes, sempre tendo a imprensa como alvo. Ao sair, ainda irritado, Dunga se levantou e continuou pronunciando mais ofensas e palavras impublicáveis (Fonte: Gazeta Online).

Dizem por aí que o técnico tem uma relação de 'amor e ódio' (muito mais de ódio ou de ódio) com a imprensa desde a Copa de 1990, quando ele teria sido responsabilizado pela desclassificação do Brasil. Quatro anos depois, ele levantou a taça do Tetra com a mesma 'catiguria' (com muitos palavrões destinados aos jornalistas). Há quem afirme que, dessa vez, o estopim de tal demonstração de falta de educação teria sido um pedido da TV Globo para que fizesse entrevistas exclusivas com os jogadores - pedido esse negado pelo Dunga. Então tá, eu não sei se isso é verdade e não estou aqui para defender o Alex Escobar e nem a Globo porque sei que há bastante sensacionalismo na mídia, em geral, e que os caras enchem mesmo as 'pacovas' (como diz o Jairo Marques) de vez em quando. Além disso, eu sei que ele é pago para ganhar a Copa do Mundo e não para ser Miss Simpatia. Mas convenhamos, caro leitor internauta, nem eu, nem você e nem o mundo merece ouvir tanta grosseria e palavrões vindos do Dunga. Sou eterna defensora das boas maneiras, inclusive para dizer que não está satisfeito com alguma koisa. Tenho plena convicção de que ser assertivo é bem diferente de ser 'maleducado'. Se você escolhe ser pessoa pública, deve estar ciente do cuidado com as palavras (e isso não é dever só das celebridades). Se o Dunga tem algo mal resolvido com essa ou com outra emissora, ele que chame os caras em off e resolva civilizadamente ou que vá a um psicólogo, concorda?

Falando nisso, o dito cujo aí foi escolhido como Cidadão Honorário Garopabense (da minha cidade) e passa suas férias sempre por aqui. No próximo verão, me disponho a dar um desconto caso queira fazer terapia para 'digerir' tanta amargura e se livrar de tanto mau humor. Fico aqui vendo ele e o Dieguito Maradona dando entrevistas e me pergunto: Quem é mais arrogante? Meu Deus, já pensou se o hermano fosse o nosso técnico? Não sei o que é pior: o Maradona-mala-sem-alça-e-sem-rodinha, a vuvuzela, a jabulani ou a TPM constante do Dunga. Dê seu voto, caro leitor internauta. Acho que podemos também fazer uma campanha para a CBF trocar o nome do anão Dunga para Zangado. Que tal?

domingo, 20 de junho de 2010

Quando era criança eu...

Bateu uma nostalgia do fundo do baú hoje por aqui, caro leitor internauta.
Lembrei da minha infância e aí divido com você minhas maiores recordações.


Quando era criança eu...

*... aprendi a ler e escrever em casa, aos 5 anos, graças ao empenho da minha mãe.

*... tinha o cabelo lisinho.

*... era filha única e detestava isso.

*... dormia todo fim de semana na casa da minha avó junto com a minha prima mais velha, Eliane. Nessa época, éramos as únicas netas.

*... andei muito sentada num skate e tomei muito 'caldo' de bodyboard pegando onda com essa mesma prima.

*... tinha coleção de papel de carta.

*... aprendi a gostar de Roberto Carlos de tanto ouvir meu pai cantar as músicas do Rei.

*... adorava ver o Xou da Xuxa. Essa é uma parte bem bonita da minha infância.

*... li o livro 'O Pequeno Príncipe' e não entendi nada.

*... tive bons exemplos e aprendi todos os valores que me constituem hoje.

*... fiz 6 cirurgias nas pernas. Andava com orteses e passei muito tempo em fisioterapia e hidroginástica.

*... escrevi muitos diários.

*... era ótima aluna (sempre fui).

*... dizia que faria Direito para ser juíza e prender o Fernando Collor. Que ilusão a minha! Detesto Direito e o ex-presidente nunca foi preso (inclusive ainda consegue se eleger. Um absurdo!).

*... queria também ser bailarina e demorei para entender por que não poderia.

*... tive um cachorro chamado Snoopy.

*... pisoteei um formigueiro gigante no jardim do vizinho e fui parar no hospital. Descobri, da pior maneira, que tinha alergia a formigas.

*... adorava o Lulu Santos. Ele e seu cabelo de Xororó faziam minha cabeça, literalmente... risos.

*... escrevia cartas para a Carol Cemim. Amiga querida gaúcha que só vem para cá nas férias.

*... fiz amizades que perduram até hoje: Manu, Andresa, Celso, André, Graci...

*... adorava encapar os cadernos no início do ano letivo.

*... fazia minha mãe passar vergonha quando íamos nos médicos e, ao preencher minha ficha (sou da época da ficha, não do banco de dados), eu logo dizia: 'É Karla com K, tá?'.

*... gostei de um menino chamado Matheus e não entendia a utilidade do 'h' no meio do nome dele. Anos mais tarde, por coincidência, ele fez a minha certidão de casamento, já que trabalhava no cartório. Até hoje continuo sem entender o porquê do 'h'... risos.

*... 'batizava' toda boneca nova que ganhava. Era assim: convidava uma amiguinha para ser a madrinha, marcava o 'batizado' num dia qualquer e fazíamos um pique-nique para comemorar e dar um nome à boneca.

*... tinha medo de uma coelha de pelúcia que minha mãe me deu.

*... gostava do Leonel Brizzola (porque passava no horário político que ele fazia muitas escolas no Rio... risos) e do Ulysses Guimarães (desse lembro da morte trágica num acidente de helicóptero e lembro da musiquinha ó: 'Pode crer no velhinho que o velhinho é demais. Pode crer no velhinho que ele sabe o que faz...'). Lembro que, no dia das eleições, fazia minha mãe trazer uma cédula (a urna eletrônica era impensada) para mim. Eu escrevia o nome do meu candidato com canetinha e brincava de votar. Minha mãe jurava que colocava na urna e eu me achava o máximo por já poder decidir o futuro do país... risos. Desde cedo exercendo o dever cívico. Aqui, a política corre nas veias.

*... aprendi a gostar de futebol.

*... tinha um bebê de brinquedo que se chamava Bruna. Era careca e feia. Nenhuma inspiração específica, porque até hoje não conheço nenhuma Bruna... risos.

*... andei de avião pela primeira vez. Na ocasião, fui a Brasília, no hospital Sarah.

*... dormia de boca aberta na cadeira da Zuleika, minha dentista.

*... fui atacada por uma gata de estimação. Acho que é por isso que tenho medo de gatos.

*... passava horas na frente do espelho de uma penteadeira que meus pais tinham no quarto deles. Ali eu não tinha preocupações, nem responsabilidades... só imaginava como seria feliz.

Bons tempos!

sábado, 19 de junho de 2010

Pizza e jararaca não combinam!

Feliz final de semana, caro leitor internauta!


Hoje é sábado: dia de inauguração do forno de pizza que meu pai colocou lá no sítio. Eu e a 'tchurma' estamos combinando há semanas essa Noite da Pizza. A Manu (amiga que tenho há mais tempo - 19 anos, exatamente) ficou encarregada de aprender a fazer a massa com o cunhado dela e, eu e o meu primo Rafael, ficamos responsáveis por aprender a ascender o tal forno. Pois bem, a galera confirmou os nomes, fiquei de ir ao supermercado com a Manu mais tarde para comprar os comes e bebes, e logo cedo fui com o Rafa no Kiko. Vou explicar: o Kiko é dono de um restaurante árabe aqui em Garopaba chamado Kiko Beirute. Recomendo! É o melhor beirute da face da Terra, quem já provou sabe do que estou falando. O Rafa é amigo do Kiko e, como ele também tem um forno de pizza, fomos lá para ententer como funciona toda a geringonça. Fizemos um intensivão de 15 minutos e ficamos tontos com tanta informação. A koisa mais importante que aprendi foi que não basta ter o forno, tem muitos acessórios indispensáveis (tem pá para empurrar a brasa, pinça para puxar a fôrma, um mini-berrante para assoprar o fogo e por aí vai) que o Kiko, gentilmente, nos emprestou até comprarmos o nosso próprio kit. Eu deveria ter levado um caderninho, mas vamos lá: faça bolas de jornal e forre o forno; depois ponha a lenha, encharque tudo com álcool e mande brasa, literalmente. Faça isso umas duas horas antes de começar a assar as pizzas.

Beleza, tudo aprendido. Agora vamos em busca da tal lenha. O Kiko nos ensinou como chegar na casa do tiozinho que fornece lenha para ele. Caro leitor internauta, imagine 'onde Judas perdeu as botas'. Imaginou? Então, não é aí ainda. É mais para lá. E tinha tanta lama no caminho que, por um instante, eu achei que estava no Rali Dakar. Chegamos lá e paramos com a Saveiro em frente à casa do tiozinho. Ele pediu que o Rafa fizesse uma volta pela estrada, virasse à esquerda e depois para a direita e depois três pulinhos para lá e mais dois para cá, porque era lá que estava a lenha. Então lá vamos nós matagal a dentro. No caminho falei para o Rafa:
- 'Será que aqui não tem cobra, hein?'. 
- 'Tem nada, guria.'.
Não acreditei muito nele (nada pessoal), maaaas... Ele parou o carro e o tiozinho foi trazendo lenha num carrinho de mão. Eu fiquei dentro do carro pensando 'na morte da bezerra', o que ali não era muito difícil de acontecer, já que era a zona rural e eu poderia, a qualquer momento, presenciar mesmo a morte de uma bezerra. Papo vai, papo vem... o tiozinho diz para o Rafa:
- 'Na última vez que o Kiko veio buscar lenha, encontramos um jararaca toda enrolada pronta para dar o bote...'.
Qêêêêê??? Eu tenho pavor de cobras, caro leitor internauta. Na hora olhei para trás e vi o Rafa olhando para mim e rindo da minha cara de medo através do vidro. Mais uma vez minha intuição estava certa! E para não me ajudar, o Rafa complementou com seu sotaque gaúcho:
- 'Mas bah... e jararaca é venenosa, né?'.
Aí já foi me dando uns arrepios e uma vontade incontrolável de fazer xixi de tão nervosa que fiquei. Ai, meu Deus, me lembrei que eu não sei correr... e agora? Então comecei a pensar na minha morte devido a uma picada de cobra e não mais na morte da pobre bezerra. Mas eu sou tão jovem para morrer, e tenho tanta vontade de viver, e nem tive filhos ainda, e nem me despedi de ninguém, e nem acabou a Copa... ahhhhhh, que medo! Não posso morrer agora... risos. E a cada cinco minutos eu perguntava para ele com a mandíbula paralisada:
- 'Vai demorar muito?'

Encher a caçamba daquela Saveiro demorou uma eternidade para mim. Pareceu uma volta ao mundo de bicicleta e nada mais parecido com a velocidade de um rali. Quando terminou senti um alívio tipo quando fazemos xixi depois de apuros (essa era, realmente, minha vontade, mas me segurei por falta de recinto para esvaziar a bexiga). Ufa! Graças a Santa-Protetora-das-Gurias-Que-Têm-Medo-de-Cobras, eu iria embora e não tinha visto nenhuma jararaca. O Rafa entrou no carro e riu de mim. Só me restou responder:
- 'Isso, com certeza, vai pro blog.'.

Você está convidado para a Noite da Pizza, caro leitor internauta!

Ps.: eu não fiz xixi nas calças. Não dessa vez. Juro!

Beijos e bom jogo do Brasil amanhã!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Cara de artista. Eu?

Caro leitor internauta, se você ainda não sabe, eu trabalho duas vezes por semana da APAE aqui de Garopaba. Sou a psicóloga responsável pelos alunos da estimulação (até 4 anos) e do SAEDE (aqueles que já estão indo para o processo de inclusão também na escola regular). Como são pequenos, geralmente, meu trabalho se desenvolve mais junto aos pais do que às crianças. Mas enfim, ontem, uma das alunas adultas (que quase não tenho contato, dada a minha função junto aos menores), me encontrou no pátio e soltou essa:
- 'Você é professora de artes?'
- 'Não, não sou. Sou a psicóloga. Por quê?'
- 'Porque você tem cara de artista.'.

Ganhei ou não ganhei a semana, caro leitor internauta?

sábado, 12 de junho de 2010

Cadê o fulano?

Então tá, hoje é o Dia dos Namorados. Só se fala nisso e na Copa do Mundo e, como já falei de futebol, me resta falar dessa data. Me lembrei que outro dia um cara chegou perto de uma amiga minha numa festa e disse sem cerimônias: 'Hoje eu quero amar!'. Hãããã? O que a minha amiga tinha a ver com isso? Caro leitor internauta, que diabos está acontecendo com a arte da conquista? Tem como alguém aí me dar uma resposta plausível, por gentileza? Eu ando muito cansada de tanta banalização da vida e, principalmente, do amor. Ontem você amou alguém, hoje ama outro alguém e amanhã amará outro alguém. Depois fica sem ninguém. E não é modo figurativo de falar não. É ontem, hoje e amanhã mesmo... tipo, domingo, segunda e terça. Assim, amar vira tão corriqueiro que as pessoas trocam de ficante, de namorado(a), noivo(a) ou marido(esposa) como se troca de roupa, não é mesmo? É triste, bem triste constatar que, hoje, a maioria das relações é 'meia-boca'. O que transforma qualquer sentimento em algo descartável. É uma tal de pegação e todo mundo beija todo mundo que eu já não duvido de mais nada. Os artistas são os maiores exemplos disso. É amiga que dá selinho em amigo, é mulher que dá selinho em mulher, ex-BBB que beija ex-BBB... para mim, isso tudo é culpa da Hebe Camargo que lançou essa moda de beijar seus convidados depois que enviuvou. Só pode! E acho bem contraditório ver tanta mulher reclamando das canalhices dos homens. Se (veja bem, eu disse 'se') os homens não prestam, é porque houve quem desse corda (e outras koisas) a eles, não? A ala feminina levou a sério esse lance de 'igualdade' entre os sexos e resolveu descer o nível do 'produto' ao invés de se valorizar para elevar também a 'mão-de-obra'. Mas nem tudo é perdido, sei que há jóias raras em ambos os gêneros, não se pode generalizar. Basta garimpar direito (e não tenha pressa!).

Será que eu tenho uma mente dos anos 50 presa num corpo que vive no século 21? E também não entendo por que as pessoas precisam emendar uma relação na outra como se fosse insuportável conviver só com você mesmo durante um tempinho. Então as pessoas, com frequência, ficam juntas por conveniência ou carência (o que acaba não tendo nada a ver com gostar efetivamente do outro, mas sim por uma questão só sua). É difícil viver cada etapa de cada vez? É tão penoso assim conhecer antes de pegar? É impossível ter um papo inteligente e certa afeição antes que as bocas se provem? Acho que a ordem das coisas anda meio invertida, caro leitor internauta. E, por falar nisso, eu tinha uma professora (de uns 70 anos) na faculdade que dizia, em plena aula, que praticava a posição invertida. Cena cabulosa, não? Alguém aí tem o Kama Sutra para ilustar? Acredite, eu pagava uma 'nota preta' para ouvir algumas das confissões mais sórdidas da professora, mesmo não fazendo questão alguma... risos.

Mas cadê o fulano ideal? E eu não estou falando de alguém perfeito. Ao contrário, estou falando de alguém que não queira bancar o Sr. Correto em tudo (por favor!), porque isso é mania de gente insegura que, para sobreviver, necessita de autoafirmação o tempo inteiro (koisa que me causa embrulho no estômago). Falo de alguém, minimamente, compromissado com a vida (dele e dos outros... no caso, inclui-se a minha). Alguém que saiba contar uma piada e que sorria nas fotos. Que tenha preguiça de fazer a barba e que curta ir ao supermercado. Que queira noivar e casar no seu tempo certo e não com a pressa de quem vai 'tirar o pai da forca'. Que seja adulto e entenda que o ciúme é uma bobagem. Que não seja meu pai, nem meu filho. Que ande ao meu lado, nunca atrás ou na frente. Que saiba que o impulso deve ser sempre a última e não a primeira ação de uma grande decisão. Alguém que goste de cachorro e de criança. Que não queira me convercer que o 'pra sempre' existe. Alguém que tenha, pelo menos, um amigo verdadeiro. Que não pense que aniversários, formaturas e Natal são dias como outros quaisquer. Que goste de família. Que não menospreze minhas conquistas. Que não me diga 'te amo' na primeira semana ou no primeiro mês (porque não vou acreditar). Que tenha defeitos, os quais prefiro não escolher.

Voltando à data comemorativa de hoje, na última quarta-feira eu e meus pais estávamos na estrada a caminho de Floripa. Já pensando nesse post, perguntei ao meu pai qual foi o primeiro presente Dia dos Namorados que ele deu para minha mãe. A resposta foi: uma bata azul (que minha tia pintou e minha mãe tem guardada até hoje) e um pacote de farinha de milho para que ela fizesse uma polenta doce para ele (nada romântico isso, mas...). Minha mãe, ouvindo tudo, disse que quando conheceu meu pai, ele usava uma corrente com um pingente do Zé Colméia e outro do Catatau (não consigo acreditar nisso... risos). Sem pestanejar meu pai rebateu: 'Ganhei de uma ex-namorada!'. Aff, sim, na hora pensei que tem koisa pior que ganhar um aspirador de pó, caro leitor internauta. 

Feliz Dia dos Namorados a todos! E, se você for o tal fulano, escreva-me!

*No blog da Flávia Cintra e no blog Assim Como Você, do Jairo, há ótimas postagens sobre o dia de hoje. Os endereços estão no meu menu.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lady Gaga e minha avó

Caro leitor internauta, hoje vim falar de uma mulher fantástica para você. Não, não é a Lady Gaga, mas sim, a minha avó paterna, dona Maura (carinhosamente chamada de 'vó Maroca' pelos seus 8 netos). Uma pessoa incrível, mulher de fibra que eu amo muito... sempre sorrindo e disposta a ajudar os outros, simples e cheia de vida com quase seus 70 anos (pasme, não parece, mas ela tem mesmo quase 7 décadas de história). Para você ter ideia, na última vez que me operei, ela passou duas semanas comigo em Porto Alegre, no hospital. E adivinhe? Fez amizade com muita gente e, graças a ela, eu me diverti mesmo estando hospitalizada (o que nunca é legal, não é mesmo?). E pegamos muito no pé dela porque 'Deus me livre' se ela não tomar um café da tarde, dá enxaqueca na certa... risos. Sabe, caro leiror internauta, quando fui pesquisar a árvore genealógica da minha família, fiquei sabendo de muitas koisas interessantes, das quais, geralmente, não paramos para perguntar aos mais velhos. Aliás, aqui fica uma curiosidade: eu só não conheci uma bisavó, mas conheci todos os outros bisavôs e bisavós, avôs e avós e, até, uma tataravó. Tenho sorte nisso!
Bom, durante a pesquisa da minha própria história, descobri que minha avó se casou bem menina com meu avô. Ela era uma adolescente, que horror! Mas tudo bem, graças a essa união hoje eu estou por aqui... risos. Desse casamento nasceram 6 filhos, dentre eles o meu pai. Sempre muito dedicada à família, minha avó ficou casada com meu avô até ele falecer, em 1999. E depois de perdê-lo, ela se transformou (para melhor), caro leitor internauta. Minha avó aprendeu a dirigir, começou a sair para dançar, virou coordenadora do clube de idosos, sempre viaja a passeio... deu uma reviravolta na vida e não desanimou, surpreendendo quem pensava que fosse vê-la triste ou num eterno luto. Nesses meus 25 anos de vida não me lembro de ter visto minha avó brava uma vez sequer, é tranquila e adepta do diálogo para resolver qualquer questão. Aliás, será que há uma explicação genética para isso? Porque minha avó, meu pai e eu somos assim. Será que há um gene ligado ao humor?... risos. Pesquisarei e noutra hora darei uma resposta a você (e a mim), caro leitor internauta.

Enfim, mas o que a Lady Gaga tem a ver com isso? No último feriado, estava acontecendo a tradicional quermesse aqui na cidade e, claro, minha avó estava lá como voluntária na festa durante o dia e como espectadora à noite. Numa das noites, eu e minha prima ficamos de voltar com ela para casa. Marcamos o local e o horário que nos encontraríamos quando fosse a hora de ir embora. Beleza, chegada a hora eu e minha prima nos encontramos no tal lugar e nada da 'vó Maroca' aparecer. Pedi para que um dos meus irmão fosse procurá-la. Uns 10 minutos depois ele volta: 'Achei a vó. Ela disse que vai esperar pra ver se a próxima banda a tocar é boa ou não.'. Ah, caro leitor internauta, não me contive e dei uma gargalhada. Achei o cúmulo da modernidade: os netos esperando a avó curtir o show. Uhul... risos. Então sentamos e esperamos. Lá pelas tantas a vocalista abre o show cantando: '(RAH)² (AH)³ + RO (MA) + RO (MA)² + (GA)² + OOH(LA)²...Want your bad romance...'. Em seguida aparece a 'vó Maroca' vindo em nossa direção já dizendo: 'Música esquisita, né?'. Imagine se ela visse os clipes da doida! Aí tive a constatação que eu e ela temos mais koisa em comum além da enxaqueca, da disposição e do bom humor: nenhuma de nós duas gosta da Lady Gaga!

Vó, quando eu crescer quero ser igual a você! 

terça-feira, 8 de junho de 2010

Luto!

Caro leitor internauta, por aqui o dia nasceu com um sol lindo, mas com ar de tristeza. Deixo aqui minha solidariedade à Raquel, cunhada da minha prima, que perdeu seu marido, Giovani da Fontoura Fagundes, de apenas 34 anos, na noite dessa segunda-feira, em Gramado, serra gaúcha. Giovani trabalhava em carro-forte e foi baleado na perna durante um assalto na rodovia RS-115, mesmo tendo se rendido. A bala atingiu a artéria femoral e ele, infelizmente, não resistiu. Os bandidos fugiram e nada foi levado do veículo. Ele deixa a esposa e duas filhas pequenas em Porto Alegre. Desejo profundamente que descanse em paz e que Deus e o tempo acalentem seus parentes e amigos!

Todo e qualquer tipo de violência me causa desmedida indignação e me alivia não me sentir anestesiada, engessada, indiferente ou alheia à vida. Eu não quero achar que isso é normal (embora seja comum), não quero acreditar que 'é assim mesmo', não quero me conformar com tanta banalização da vida. E, então, você deve estar se perguntando o que vou mudar com isso, não é mesmo caro leitor internauta? Hoje, nada, talvez. Mas, num futuro próximo, me ajudará a não criar monstros como esses que matam pessoas de bem com a mesma naturalidade com que respiram. A única solução para tanto caos é termos bons princípios e educarmos direito nossos filhos.

Ao ver uma família perder um pai de maneira tão estúpida, fico aqui me perguntando até quando seremos vítimas de um cárcere disfarçado de liberdade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O texto mais inteligente, por Oprah Winfrey

Olá, caro leitor internauta!
Antes de qualquer coisa, devido a emails e curiosidade de amigos (de longe e de perto), preciso me explicar: no post anterior escrevi que estava de ressaca, mas era ressaca de cansaço, já que trabalhei durante o feriado todo como voluntária na quermesse, na barraca da Rede Feminina de Combate ao Câncer, a qual minha tia é presidente. Noutra hora contarei detalhes a você. Quem me conhece sabe que não bebo nada com álcool, justamente por isso, a palavra 'ressaca' estava entre aspas... risos.

Bem, agora sim. Vamos ao post de hoje. É engraçado, tenho tantos assuntos para postar que organizar meus pensamentos tem se tornado uma tarefa árdua, caro leitor internauta. Minhas ideias (acho bem estranho escrever 'ideia' sem o acento no 'e', mas é a nova ortografia, fazer o que?) parecem pessoas desesperadas e atrasadas tentando entrar num metrô lotado em plena hora de rush, então eu ando tentando distribuir senha para deixá-las em fila indiana e botar ordem nessa muvuca toda. Por falta de tempo, eu sempre venho aqui, começo um assunto e logo surge outro mais urgente. Assim vou clicando em 'Salvar rascunho' seguidas vezes. Semana passada, comecei a escrever sobre acessibilidade e adivinhe: não terminei. Hoje me programei para editá-lo e postar (depois que eu estivesse com os meus relatórios prontos). De repente, resolvi checar o email e me deparei com o texto mais inteligente que já li, um verdadeiro presente enviado pela Letícia, minha amiga querida do Guarujá. Adivinhe de novo: mais uma vez o texto da acessibilidade foi adiado. Deixo abaixo, então, as sábias palavras da apresentadora americana Oprah Winfrey, que eu gostaria de ter tido a chance de ler antes, mas está aí, vale a pena ser lido por todas as mulheres (e por homens também, por que não?). O texto inteiro é perfeito.


Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe. Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.
Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, foda-se, mande pro inferno, esquece! Vocês não podem ser amigos. Um amigo não destrataria outro amigo.
Não conserte. Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
Não o torne um Semideus.
Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Nunca pegue o homem de alguém emprestado. Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
Todos os homens NÃO são cachorros.
Você não deve ser a única a fazer tudo… compromisso é uma via de mão dupla.
Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos, procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…
Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.
Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).
Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.
Faça a escolha certa.


Agora sim, Oprah, farei!
Boa semana, queridos!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Graci e o aspirador de pó

Feriadão, hein caro leitor internauta?
Muito frio por aí? Por aqui sim e adoro esse tempo. Ainda mais com quermesse na cidade - hoje estou meio de 'ressaca', mas isso se tornará assunto de um próximo post.

Por enquanto, vim contar para você uma peripécia que minha amiga Graciele aprontou nessa semana. Para quem não sabe, conheço a Graci desde os 8 ou 9 anos de idade (essa da foto), sempre estudamos juntas no colégio e, hoje, também trabalhamos juntas - apesar de ela ser fisioterapeuta, e não psicóloga. Bom, terça-feira nossos horários de trabalho coincidem e quando chegou ao final do nosso expediente eu fui até a sala dela:
- 'Graci, me dá uma carona?'.
- 'Ué, dou. Mas eu ia te convidar pra ir num lugar comigo.'.
- 'Vamos!' - Caro leitor internauta, estou com a estranha mania de aceitar convites antes mesmo que me informem a que eles se referem... risos.
'Quero que você dê sua opinião, que vá comigo comprar o presente do Dia dos Namorados pro 'perigoso'.' - esse é o apelido carinhoso do Douglas, namorado dela. Não me pergunte o porquê. Just imagine!... risos. - 'Você tem compromisso ainda hoje?'.
- 'Tenho, mas dá tempo. Vou com você sim'. - fiquei tão empolgada com a ideia (porque eu adoro comprar presente, fazer surpresa, montar cestas, etc.) que nem lembrei que tudo aquilo era para o namorado dela, e não para o meu... risos.

Ok. Entrei no carro dela e vi que no banco de atrás havia uma grande bola de plástico bem resistente verde (põe verde nisso) que impossibilitava a visão pelo retrovisor. Perguntei o que era aquilo (sim, óbvio que era uma bola, mas eu queria saber para quê servia, dada a felicidade da Graci por tê-la comprado). Houve todo um embasamento teórico para tanto entusiasmo, mas nem me atreverei a explicar já que entendo 'bulhufas' de fisioterapia. É melhor calar do que falar besteira. Mas resumindo: era um bola de uma marca 'bam bam bam' que faz os pacientes parecerem bonecos de panos enquanto fazem exercícios, mas que, seguramente, traz benefícios à saúde desses. Pronto, foi assim que entendi.

Mas vamos voltar ao presente. Fomos ao centro e a Graci estacionou na Avenida Principal, perto de um novo centro comercial que abriram por aqui. Descemos do carro e fomos andando, andando, andando. No caminho fui pensando no estilo do Douglas para dar uma boa assessoria à minha amiga. Lembrei que ele é farmacêutico, tem 26 anos e é libriano feito eu (então um cartão bem lindo faz-se necessário para acompanhar qualquer presente. Librianos adoram essas koisas). Passamos pelas vitrines da Lacoste, da Tritton, da Colcci e, de repente, a Graci pára na frente da Koerich, que é uma loja de móveis e eletrodomésticos, tipo Magazine Luiza. Tudo bem, não entendi nada, mas entrei com ela. Será que marcaram o casamento e eu nem fui comunicada? O vendedor se aproxima e pergunta se pode ajudar. Lá vem a bomba:
- 'Sim, quero ver quais aspiradores de pó você tem aí.'.
Hããã? Pára tudo! Aspirador de pó? Como assim? Era presente para o namorado ou para o sogro, ou para o pai dela? Se bem que, na minha opinião, não é muito elegante dar um aspirador de pó para um sogro ou para o pai, mas... fiquei ali tentando compreender o que se passava. Olhei para ela e fiz uma cara de 'Quê diabos você tá fazendo?'. Ela me deu um sorrisinho sem graça, claro. E o pior veio depois: só tinha dois aspiradores na loja, um vermelho e outro rosa. O vendedor ficou tentando convencê-la a levar o rosa. Veja bem, caro leitor internauta, não tenho nada contra homens que vestem e gostam da cor rosa e tal, pelo contrário, acho bem bacana e o aspirador era bem bonito até, mas era cheio de 'fru-fru' e eu quase dei um chute na canela da Graci convidando-a, nada gentilmente, a desistir daquela ideia maluca que não sei onde ela arrumou. Para o bem de todos e da nação, lá pelas tantas ela desistiu da compra. Que alívio! Ainda bem, embora eu ache que tenha sido pelo preço e não por ter se dado conta de que aquele não era, de fato, um presente apropriado à ocasião... risos.

Saímos da loja e fomos olhando outras vitrines, então eu não me contive e perguntei qual era o objetivo dela quanto ao Dia dos Namorados. Eu sei, deveria ter posto em prática meu ofício de psicóloga e ter perguntado isso antes, mas ali eu era a Karla-gente-e-amiga e não a Karla-psicóloga-e-muito-profissional. Ela respondeu que pensou em dar um aspirador de pó e umas cervejas, pois são duas coisas que ele precisa e gosta, respectivamente. Daí começou todo o meu discurso de assessora, cargo para o qual eu havia sido designada naquela hora. Falei para ela que o presente deveria ser outro, afinal é o primeiro Dia dos Namorados deles juntos e um aspirador de pó parece presente para um marido o qual você já tem há uns 50 anos e já deu tudo o que tinha que dar, literalmente. Está mais para bizarro do que para criativo. E outra: cerveja para quê? Para o 'perigoso' se embebedar e ficar 'nada perigoso'? Não, não... há tantos presentes bacanas, originais, tantas ideias... não é mesmo, minha gente?

Graci, minha amiga, ainda te amo e te considero, mas até dia 12 de junho dá tempo de sobra para pensar em algo mais romântico. E eu avisei que isso renderia um post aqui no blog... risos.

Por favor, caro leitor internauta, deixe sugestões. É caso de casório ou separação... risos.