terça-feira, 13 de abril de 2010

As (des)vantagens de ter um 'papai-gaio'

Caro leitor internauta, desde o início de janeiro desse ano planejei viajar sozinha, no final do mesmo mês, de avião para São Paulo. Seria a realização de mais um desejo e um desafio antigo e, além do mais, servia como uma boa desculpa para matar a saudade que eu estava sentindo das minhas amigas da faculdade que moram em Santos (digo Santos, mas também me refiro ao Guarujá, São Vicente... rs). Com bastante antecedência, comprei as passagens online com a Rubia no telefone - seria ela a responsável por me buscar/levar no aeroporto e os dias/horários teriam que ser viáveis para ela também. Pronto, tudo certo! Dia 29 de janeiro, às 14.20h partiria meu voo para Congonhas. Nesse dia, eu e meu pai saímos às 10h da manhã de casa, pois o aeroporto de Florianópolis é no sul da ilha, bem longe das pontes (que ligam a ilha ao continente). Lembro-me que o dia estava maravilhoso. Cheiro de aventura no ar, um sol lindo e um céu azul sem nuvem alguma para testemunhar a minha façanha. Papo vai, papo vem, eu e meu pai chegamos no aeroporto ao meio-dia. Foi um dia marcante (o porquê você só saberá no próximo post, mas, enquanto isso, sinto a obrigação de contar a história precedente).
Assim que entramos no saguão, eu, não sei por que razão, olhei direto para o andar superior (tipo um grande mezanino) e avistei o Tino Marcos (repórter esportivo da Rede Globo). Como tínhamos bastante tempo para almoçar e fazer o check-in, sem pestanejar, falei pro meu pai: 'Olha lá, pai! É o Tino. Vamos atrás dele!'. Meu pai, com toda aquela paciência que lhe é peculiar, riu e concordou. Subimos pelo elevador e, ao dar de cara com o Tino, vi que ele estava no celular. Disfarçamos um pouco por ali e esperei ele terminar a ligação. Fui tirando a câmera da bolsa e ensinei, discretamente, meu pai a mexer na máquina, pois ele não tem a mínima noção de como funciona a maioria dessas tecnologias. Assim que o Tino desligou o telefone, meu pai o abordou e pediu para ele tirasse uma foto comigo. Ele, muito simpático e sorridente, topou. Fiquei impressionada com a alta estatura, a magrelice e a jovialidade do cara. Me encostei nele de lado e ele meio que me abraçou para a hora do 'xis'. Acontece que não faço ideia no que deu no meu pai, o fato é que ele não parava de falar. Parecia um papagaio. Ficou fazendo perguntas e batendo o maior papo com o Tino como se fosse um amigo de infância enquanto eu estava ali com o sorriso congelado esperando o flash. Pã! Finalmente, saiu a foto. Agradecemos a gentileza e nos despedimos. Ele foi pra um lado do aeroporto e nós, para outro (para o restaurante, mais precisamente). Chegando no restaurante eu ligo a máquina para conferir a pose e, para minha (triste) surpresa, a foto havia ficado completamente tremida. Ah, fiquei muito inconformada!... rs. Olhei para o meu pai, ri e mostrei o visor da máquina: 'Pai, olha só... tu conversou tanto que a foto tremeu.'. Ele olhou pra mim, sorriu e respondeu com a maior tranquilidade: 'Ah, nem te preocupa, Kaká. Quando você passar a foto para o computador, sairá o tremido.'.
Até agora, caro leitor internauta, não sei sinceramente se meu pai foi irônico ou se tive uma constatação absurda da sua ignorância tecnológica.


3 comentários:

  1. haahhaahhahhaa essa foi boa rsrsrs..

    ResponderExcluir
  2. risas... pais sofrem mesmo com as tecnologias atuais... temos mais é q perdoa-los, coitados..

    *(des)vantagens?... na continuação terá as vantagens?

    besos, chica.

    ResponderExcluir
  3. =)
    Legal a sua ida ao aeroporto e meu pai tmb é desses, que conversam demais assim. hehe
    Realmente a foto não ficou tão tremida no pc.

    ResponderExcluir

Deixe suas Koisas aqui também... obrigada pela visita!