terça-feira, 27 de abril de 2010

Enfim, a tal 'passeada' - capítulo final

Bom, vamos lá, caro leitor internauta.

Acho que parei num post anterior na hora em que Rubia e eu tomávamos um café no aeroporto e ela queria me matar por eu não ter dado meu e-mail (ou coisa parecida) para o tal 'Descobridor dos 7 Mares', certo? Ficamos ali batendo um papo e fomos até o estacionamento. Não sei se você conhece Congonhas, mas, para você chegar ao estacionamento (que é subterrâneo), há dois caminhos:
1. Logo na porta de saída há um elevador que só desce. Você pode descer e ir pelo túnel ou
2. Você atravessa uma rua (que passa ainda por dentro do aeroporto), passa por uma passarela e chega num outro prédio. Lá há mais elevadores só para descer.
Esolhemos a segunda opção. Na passarela, uma aeromoça muito simpática tirou uma foto minha e da Ru super bonita com o aeroporto todo ao fundo da foto, só que foi tirada com o celular da Rubia e, claro, até agora não recebi a tal foto (dada a falta de intimidade entre Rubia, celular e computador). Mas não percamos a esperança, caro leitor internauta, um dia, uma alma caridosa os apresentará ou passará para o computador e me enviará ou o mais provável: eu mesma farei isso quando voltar lá em julho... risos.
Ah, não posso deixar de comentar que adoro São Paulo. Me sinto muito bem lá, me sinto livre, uma anônima completa. Aquele agito todo, aquele barulho, milhões de pessoas desconhecidas que se cruzam diariamente, aquela grande oferta de tudo a qualquer hora, tudo isso me fascina.
Era muita conversa para colocar em dia entre nós e descer a Imigrantes rumo a Santos foi pouco, confesso. Chegando lá, não senti ansiedade, nem tristeza... era algo familiar, mas sereno, bom. Agora, pela primeira vez naquela cidade, eu também era livre. Poderia fazer o que quisesse e ir a lugares que nunca fui, embora tenha vivido 4 anos por ali. E, se passasse por algum lugar conhecido, o significado seria outro (e foi). A gargalhada rolou solta e chegamos em casa (na casa dela, claro), já era noite. Fiquei no quarto de um dos filhos da Rubia, que havia viajado. Desfiz minha mala com a ajuda dela e me apropriei do espaço (gentilmente cedido pelo Felipe). Roupas no armário, necessaires e maquiagem sobre a pia do banheiro e outras bagunças (netbook, bolsas, celular, carregador, etc) sobre a escrivaninha. Saímos para jantar, eu, Rubia e o marido dela. Deitei na cama já passava da 1.30h da manhã. Eu estava exausta! Mas o meu pensamento não me deixava dormir. Resolvi ligar o netbook e chegar os e-mails. Na verdade, eu tentei achar o Richard no Google, mas foi em vão. Fiquei me mortificando por não ter nem perguntado o sobrenome dele ou ter dado meu e-mail ou qualquer coisa que pudesse identificá-lo no meio de tantos Richards que existem. Deitei de novo e fiquei mentalizando o número do telefone da Rubia (porque o interurbano seria mais barato do que se ele ligasse para o meu celular) como se pudéssemos utilizar um poder o qual não temos: o da telepatia! Que droga! Dormi, finalmente.

No dia seguinte, sábado, foi correria e muita animação. Encontramos a Mônica, seu marido e o professor Simonian no 'Nosso Bar'. Foi tudo muito divertido.

No domingo, depois do café da manhã, sentei na varanda com o Laerte (marido da Ru), li com ele os jornais. O Laerte é uma figura. Tranquilíssimo e empolgado quando vê que você se interessa por algum assunto de negócios. Naquele dia entendi tudo sobre o efeitos das chuvas incessantes nas plantações de soja. Almoçamos no clube e, no fim da tarde, fomos ao shopping a fim de ir ao cinema, mas, como perdemos a sessão, nos conformamos em tomar um café por ali mesmo.

Segunda. Ah, segunda! Marcamos um encontro do 'Quinteto Fantástico' na casa da Ru. Antes, fui conhecer o consultório dela na Conselheiro Nébias. Lindo, tudo muito bem planejado. Renderá muitos frutos, com certeza. Lá pelo final da tarde, as meninas chegaram. Nossa, foi muito bom nos encontrarmos, colocarmos o papo em dia, abraçar, apertar. Ai, como é bom ter amigos. Quando chegou a minha vez na rodada, o 'Descobridor dos 7 Mares' virou pauta, claro... risos.

Na terça lembro que tive um pesadelo. Acordei assustada. A Rubia me me deitou no seu colo, ficou mexendo no meu cabelo e, como sempre, me acalmou. De tarde a Renata e o Márcio (meus amigos. A Renata estudou um tempo comigo) foram me buscar para passar o resto do dia com eles e para jantar na casa deles no Guarujá. Na verdade, eles queriam que eu dormisse lá, mas o convite não foi explícito e ficou subentendido (ou nada entendido para mim), então, depois voltei para Santos porque não tinha levado pijama, escova de dentes, etc... risos. Mas foi tão bom revê-los e ver como o Luquinhas (o bebê deles) estava lindo, grande e sorridente.

Quarta era dia de vir embora. Ahhhhhhhhhhhh... eu sei, muita dó de ver minha folga acabando, mas não tinha jeito... risos. A Jeovana passou o dia conosco e, claro, eu não iria embora sem comer o risoto de carne que só a Ru sabe fazer. De tarde arrumei minhas coisas e corremos para o cinema. Assistimos 'Invictus', que conta a história do Nelson Mandela (recomendo!). A Jeo ficou comprando a pipoca. Quando entramos na sala do cinema, pensamos que o filme já tinha começado. Tudo escuro e apenas aquelas luzinhas azuis no chão guiando a entrada. A tela estava sem imagem alguma e de fundo apenas uma música de tribo. Falei para a Rubia enquanto subia aquela rampa:
- 'Ai, meu Deus! Será que vamos morrer?'
- 'Por quê?'
- 'Porque tô me sentindo como se fosse para uma caldeira, pro abate com essa trilha sonora!'
Nessa hora eclodiram nossas gargalhadas. Sorte que era só o trailer.
Voltamos para casa e pegamos a minha mala. Imigrantes lá vamos nós. Lembrei, nessa hora, que todos os dias foram maravilhosos. Eu e a Rubia batíamos papo até muito tarde. Num deles, no quarto, durante um ataque de euforia, a Ru se jogou no chão e deu uma calhambota. E eu, tonta e preocupada, ainda perguntei se ela tinha caído... risos.
O céu estava rosa por causa do pôr-do-sol que nos acompanhou até São Paulo. No meio do caminho, por incrível que pareça, fez-se uma pausa. 'Tudo isso que aconteceu com você foi para nos conhecermos.', disse a Ru. 'É verdade!', concordou a Jeo. Só suspirei, sabia que elas tinham razão. Chegamos cedo no aeroporto. Meu voo era só às 22.20h. Tenho que mencionar: eu adoro aquele piso preto e branco de Congonhas, parece um tabuleiro. Fiz o check-in e a moça da Gol, do nada, disse que me mudaria da poltrona da 6 para a 1, pois o voo estava, relativamente, vazio. Na hora me ocorreu um pensamento do tipo 'Se essa joça cair, só restará a poltrona 1 e eu. Não é por acaso que ela resolveu que eu viajasse ali. Que horror! Deixa pra lá...'. Concordei. Deu tempo de tomarmos um café juntas. Subi para a sala de embarque. Lá encontrei o moço que deveria ter me acompanhado na chegada a Congonhas, mas que, por motivo desconhecido, me 'passou' para um colega... sim, aquele que me levou para o lugar errado dias antes e fez eu me perder do Richard. Que trágico! Ele me reconheceu e eu disse 'Então a culpa foi sua... risos.'. Coitado, não entendeu nada porque eu, a Rubia e a Jeovana queríamos bater nele. Contei-lhe tudo. Ele perguntou se eu queria fazer uma reclamação por escrito. Eu disse que não. Ah, caro leitor internauta, como eu justificaria a minha reclamação? 'Acuso o funcionário fulano de tal por me separar para sempre (talvez) do homem ideal em potencial que conheci minutos antes de embarcar.'. Não, né? A essas alturas a minha enxaqueca já não me deixava raciocinar direito. E foi terrível, terrível, terrível ter que me despedir das minhas amigas. Chorei sim, para variar. Andei muito até o gate 8 e desci o finger sozinha. O avião esperou paradinho uns 20 minutos na pista, era ordem da torre. Assim que decolamos, tirei um livro da bolsa ('Cartas a Um Jovem Terapeuta', do Contardo Calligaris - também recomendo!). Me esforcei para ler, apesar da dor de cabeça e do enjoo que a decolagem me provoca. Na janelinha sentou um moço engravatado (que não dormiu e não roncou. Ufa!). Ele notou minha agitação e perguntou se eu estava com medo. Não estava com medo, estava com dor e enjoada, mas tenho que confessar que voar de noite não me agradou tanto quanto voar de dia.

Mas deu tudo certo. Aqui ficará uma dívida minha: eu não consigo me lembrar como desembarquei em Floripa. O fato é que eu estava de volta em casa!

2 comentários:

  1. a vida é mesmo releta de grandes histórias, né, chica...

    *ha alguns dias q n apareço por aqui... curti o novo layout do blog...

    besos.

    ResponderExcluir
  2. rsrsrsrsrs ri mto Kaka (aqui no serviço, a correta minha colega ficou me olhando com uma cara estranha).

    - Rubia dando cambalhota

    - Reclamação no aeroporto... rs.

    Muito bom.

    ResponderExcluir

Deixe suas Koisas aqui também... obrigada pela visita!