sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aperte o cinto e boa viagem!

Antes de começar a discorrer sobre o assunto prometido no post anterior, preciso dizer, caro leitor internauta, que, pela correria do meu dia, eu não consegui postar ontem e isso me deu certo incômodo por dois motivos:
1. Porque quero manter o blog atualizado diariamente e,
2. Porque eu gosto de ter um tempo para sentar na companhia do meu netbook e 'aliviar' as idéias (tempo esse que não tive meeeesmo).

Entretanto, consegui, ainda ontem, fazer algo pelo blog (ou por mim mesma, ou por você que vem aqui ler minhas postagens). Pude, pelo menos, pesquisar as fotos dos equipamentos de acessibilidade dos aviões. Em minha viagem, em janeiro, solicitei serviços especiais no ato da compra da passagem. Mas o que é isso? São serviços gratuitos que as empresas aéreas oferecem aos portadores de necessidades especiais (auditiva, motora e visual), aos idosos, ao menor desacompanhado, etc. É muito simples. Na hora de comprar a passagem via internet, é só prestar atenção num combo acima escrito 'Necessito de Serviços Especiais', ali há uma relação de tudo que oferecem e você seleciona de acordo com o seu caso. No meu caso, acompanhamento de pessoal de terra. Se você esquecer de fazer isso, pode, com 72 horas de antecedência da viagem, ligar para a Gol e solicitar o auxílio. Claro, vou me limitar a falar da Gol, pois foi com esta que viajei. Em primeiro lugar, devo dizer que gostei muito dos serviços dessa empresa (não, não... infelizmente, não estou ganhando cortesia nas passagens para dizer isso... rss). Além do preparado de equipamentos, há um excelente preparado de recursos humanos. Os funcionários são muito atenciosos e práticos, tanto os que me atenderam em Floripa quanto os de Congonhas. Sim, caro leitor internauta, eu sei que eles são pagos para isso. Mas eu e você sabemos muito bem que há, em todos os setores, pessoas bem pagas e que fazem muito mal o seu trabalho, principalmente quando se trata de atendimento ao público, não é mesmo?

Bom, continuemos... não sei qual é a situação da acessibilidade nos outros aeroportos do país, mas pude constatar que o aeroporto Internacional de Florianópolis Hercílio Luz conta com uma cadeira especial para pessoas que, como eu, não sobem/descem escadas ou que são cadeirantes. No dia em que viajei, fui andando até a pista e, ao chegar nas escadas, os funcionários da Gol me ajudaram a entrar com uma cadeira de rodas, aparentemente comum. Eu sentei nela, o moço ajeitou um encosto para a cabeça e a inclinou muito para trás (fiquei com a sensação que cairia). Então ele a encaixou numa correia (tipo de tanque de guerra), apertou um botãozinho e ela subiu sozinha as escadas. A cadeira é exatamente a que está na foto (que tive a sorte de encontrar no Google). Enquanto isso, eu olhei para o prédio do aeroporto à direita e vi meu pai a uns 100m observando tudo pelo vidro, curiosíssimo para ver o jeito que eles dariam... rs.   

Já em Congonhas eu desci de outra maneira. Sei que eles também possuem a tal cadeira, mas quando o avião 'estacionou', um carrinho já aguardava e se encaixou rapidamente na porta oposta a que os passageiros descem normalmente. Ele fica na altura da porta e tem uma plataforma que depois desce até o chão. Antes disso, fiquei meio apreensiva com a descida porque não vi cadeira nenhuma e nem o tal carrinho até então. A ansiedade aumentou porque o tal 'engravatado roncador' que estava ao meu lado (e que só acordou quando o avião encostou no chão) disse que o finger (aquele túnel que fica acoplado e que liga direto avião-saguão, como na foto abaixo) só é utilizado para embarques, raramente para desembarques - de fato, na vinda de Congonhas para Floripa, eu embarquei pelo finger. Mas deu tudo certo. O carrinho não é exatamente como o que está na foto acima, mas foi o que mais se aproximou daquele que utilizei. Prometo que da próxima vez (em julho), tirarei fotos e colocarei aqui.

Devo citar também que me preocupei em observar os acessos, tipo rampas e elevadores. Gostei muito do que vi. Se nos céus há certo caos, eu não sei. O que sei é que em terra firme não tive do que reclamar. 
Quem tem alguma dificuldade de locomoção não tem mais desculpa para não viajar. É só escolher o destino, se informar e solicitar os serviços adequados.

Aperte o cinto e boa viagem!

Um comentário:

  1. n conhecia desses serviços.. mto bacana mesmo isso...

    abs grande.

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