sexta-feira, 30 de abril de 2010

Você já pensou em fazer um trabalho voluntário?

Olá, caro leitor internauta! Feliz sexta-feira! Fim de semana, horas de descanso e lazer chegando... que maravilha!

Você deve ter notado que não tenho conseguido atualizar meu blog diariamente, como havia idealizado pelo começo, mas calma... não estou chateada por isso. Os posts estão em dias alternados dada a minha falta de tempo e também porque não é todo dia que acontece um evento tão relevante e construtivo a ponto de render um bom texto (geralmente ocorrem fatos de trabalho os quais, por questões éticas, não poderia incluir no blog). Não quero também transformar isso aqui num diário vazio e fútil, com qualquer asneira; pelo contrário, desejo, humildemente, fazê-lo refletir sobre quaisquer koisas comigo, como sugere o nome dessa 'engenhoca'.

Pois bem, hoje o tema do meu post é o trabalho voluntário. Você já parou para pensar em fazer algo pelo simples prazer de ser solidário? Se já pensou, parabéns! Se não pensou, nunca é tarde! O que você está esperando para tornar-se um voluntário? Mãos à obra para ambos os casos! Eu mesma sempre gostei desses assuntos de serviços sociais e comunitários. Se você já faz algum tipo de trabalho nesse sentido, deve saber a grande satisfação que causa fazer o bem sem receber qualquer centavo por isso. Acho sensacional podermos ensinar algo ou instrumentalizar os outros para que eles cresçam como cidadãos, como pessoas. É um ganho no qual a única moeda é a troca. A troca de conhecimento, de experiência, de afeto, etc.

Sempre estudei em colégio público e tenho bastante orgulho disso. No começo desse ano, fui convidada para participar de um projeto na escola estadual onde estudei a vida inteira. Me senti lisonjeada pelo convite e aceitei. Desse modo, a escola me cadastrou no Amigos da Escola, projeto da Rede Globo (http://www.amigosdaescola.com.br/). Eu sei, eu sei... muita gente acha que só deve olhar para os lados quando já estiver com os bolsos cheios de grana, mas eu, felizmente, não penso assim. Penso que não há hora para olhar pelo outro. Se eu for esperar ficar rica e prestar um 'favorzinho' a quem precisa, talvez esse dia nunca chegue, talvez eu nunca faça nada. Minha agenda está lotada, tem dias que mal tenho tempo para comer alguma coisa, mas convenhamos: é vital você parar e fazer algo por você e pelos outros. Por exemplo: toda quinta-feira (de tarde) me reservo o direito de fazer aula de artesanato e terapia. Sim, caro leitor internauta, também sou gente e preciso de um momento só meu. Como psicóloga, o meu instrumento de trabalho é o conteúdo do outro e, quase sempre, esse conteúdo vem bem carregado. Então eu tenho que cuidar de mim e ter umas horinhas para pensar no nada. Concorda? E não sou só eu que preciso, todo mundo deveria ter uma 'válvula de escape' durante a semana. Jogar o estresse 'pela janela' praticando uma atividade física, dando umas voltas por aí, enfim... você deve ter captado a minha mensagem.

Mas não percamos o foco desse 'trelelê' todo. Nas sextas-feiras, pela manhã, eu vou ao colégio e faço um trabalho voluntário com 10 alunos (só meninos) de 5a. a 7a. série, divididos em dois grupos de 5. Foram meninos selecionados pela direção da escola; são repetentes, com histórico de indisciplina, etc. Daí percebi que seria um baita desafio trabalhar com esses adolescentes e, como eu adoro desafios, pensei em fazer algo bem fora do habitual. No começo houve resistência, há muitos mitos sobre a minha profissão e sei que isso é uma questão de tempo. Mas persisti porque cheguei à conclusão que esses meninos já estão cansados de ouvir sermão, lição de moral e coisas do tipo. Também estão cansados de serem menosprezados pela questão da repetência (a auto-estima de todos localiza-se na unha do pé). Também têm pouca (ou nenhuma) opção de lazer ou de espaço para simplesmente falarem. Foi nesse pensamento aí que tive um insight (um 'tlim' na mente). Os 40 minutos que tenho com cada grupo é uma oportunidade que dou para eles serem ouvidos, de fato. Claro que planejo e levo temas-chaves. Sou livre para criar as atividades que quiser e promover discussões sobre saúde, família, escola, drogas, namoro e DST's, orientação sobre alimentação, higiene etc.; mas com o desenrolar da coisa toda, a gente acabando conversando sobre os anseios e problemas que os afetam diretamente e esse é justamente o meu objetivo. Sim, caro leitor internauta, conversamos mesmo, de verdade, papo sério (como eles dizem), sem ironia, sem julgamentos, desde que cada um respeite a vez do outro falar. Me coloco numa posição de ouvinte e vou direcionando os assuntos, trabalhando aquilo que vai surgindo. É muito legal, embora todos ainda me chamem de 'professora'... risos. Sei que me chamarem assim é força do hábito, então eu relevo... risos. Me causa grande satisfação quando chego lá e eles perguntam porque não tivemos encontro na outra semana (nos dias que eu tinha aula de direção), por exemplo; ou quando vejo o grande respeito por eu ser a única mulher no meio deles, etc. Tenho me surpreendido ao conhecê-los e perceber que tudo o que querem é uma chance para melhorar.

É gratificante, recompensador e eu poderia, sem dúvida, passar horas aqui citando as vantagens de ser voluntário. Essas experiências também dão sentido à escolha profissional que fiz e aos anos que estudei pra caramba, dão sentido, inclusive, a quem sou. Por isso minha dica é: pare de reclamar, de criticar, de culpar só os políticos pelas desigualdades (não se esqueça que elegê-los é sua/nossa responsabilidade) e mexa-se!

Ser voluntário é muito mais do que ensinar: é aprender!

Ps.: Adeus mês de abril.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Enfim, a tal 'passeada' - capítulo final

Bom, vamos lá, caro leitor internauta.

Acho que parei num post anterior na hora em que Rubia e eu tomávamos um café no aeroporto e ela queria me matar por eu não ter dado meu e-mail (ou coisa parecida) para o tal 'Descobridor dos 7 Mares', certo? Ficamos ali batendo um papo e fomos até o estacionamento. Não sei se você conhece Congonhas, mas, para você chegar ao estacionamento (que é subterrâneo), há dois caminhos:
1. Logo na porta de saída há um elevador que só desce. Você pode descer e ir pelo túnel ou
2. Você atravessa uma rua (que passa ainda por dentro do aeroporto), passa por uma passarela e chega num outro prédio. Lá há mais elevadores só para descer.
Esolhemos a segunda opção. Na passarela, uma aeromoça muito simpática tirou uma foto minha e da Ru super bonita com o aeroporto todo ao fundo da foto, só que foi tirada com o celular da Rubia e, claro, até agora não recebi a tal foto (dada a falta de intimidade entre Rubia, celular e computador). Mas não percamos a esperança, caro leitor internauta, um dia, uma alma caridosa os apresentará ou passará para o computador e me enviará ou o mais provável: eu mesma farei isso quando voltar lá em julho... risos.
Ah, não posso deixar de comentar que adoro São Paulo. Me sinto muito bem lá, me sinto livre, uma anônima completa. Aquele agito todo, aquele barulho, milhões de pessoas desconhecidas que se cruzam diariamente, aquela grande oferta de tudo a qualquer hora, tudo isso me fascina.
Era muita conversa para colocar em dia entre nós e descer a Imigrantes rumo a Santos foi pouco, confesso. Chegando lá, não senti ansiedade, nem tristeza... era algo familiar, mas sereno, bom. Agora, pela primeira vez naquela cidade, eu também era livre. Poderia fazer o que quisesse e ir a lugares que nunca fui, embora tenha vivido 4 anos por ali. E, se passasse por algum lugar conhecido, o significado seria outro (e foi). A gargalhada rolou solta e chegamos em casa (na casa dela, claro), já era noite. Fiquei no quarto de um dos filhos da Rubia, que havia viajado. Desfiz minha mala com a ajuda dela e me apropriei do espaço (gentilmente cedido pelo Felipe). Roupas no armário, necessaires e maquiagem sobre a pia do banheiro e outras bagunças (netbook, bolsas, celular, carregador, etc) sobre a escrivaninha. Saímos para jantar, eu, Rubia e o marido dela. Deitei na cama já passava da 1.30h da manhã. Eu estava exausta! Mas o meu pensamento não me deixava dormir. Resolvi ligar o netbook e chegar os e-mails. Na verdade, eu tentei achar o Richard no Google, mas foi em vão. Fiquei me mortificando por não ter nem perguntado o sobrenome dele ou ter dado meu e-mail ou qualquer coisa que pudesse identificá-lo no meio de tantos Richards que existem. Deitei de novo e fiquei mentalizando o número do telefone da Rubia (porque o interurbano seria mais barato do que se ele ligasse para o meu celular) como se pudéssemos utilizar um poder o qual não temos: o da telepatia! Que droga! Dormi, finalmente.

No dia seguinte, sábado, foi correria e muita animação. Encontramos a Mônica, seu marido e o professor Simonian no 'Nosso Bar'. Foi tudo muito divertido.

No domingo, depois do café da manhã, sentei na varanda com o Laerte (marido da Ru), li com ele os jornais. O Laerte é uma figura. Tranquilíssimo e empolgado quando vê que você se interessa por algum assunto de negócios. Naquele dia entendi tudo sobre o efeitos das chuvas incessantes nas plantações de soja. Almoçamos no clube e, no fim da tarde, fomos ao shopping a fim de ir ao cinema, mas, como perdemos a sessão, nos conformamos em tomar um café por ali mesmo.

Segunda. Ah, segunda! Marcamos um encontro do 'Quinteto Fantástico' na casa da Ru. Antes, fui conhecer o consultório dela na Conselheiro Nébias. Lindo, tudo muito bem planejado. Renderá muitos frutos, com certeza. Lá pelo final da tarde, as meninas chegaram. Nossa, foi muito bom nos encontrarmos, colocarmos o papo em dia, abraçar, apertar. Ai, como é bom ter amigos. Quando chegou a minha vez na rodada, o 'Descobridor dos 7 Mares' virou pauta, claro... risos.

Na terça lembro que tive um pesadelo. Acordei assustada. A Rubia me me deitou no seu colo, ficou mexendo no meu cabelo e, como sempre, me acalmou. De tarde a Renata e o Márcio (meus amigos. A Renata estudou um tempo comigo) foram me buscar para passar o resto do dia com eles e para jantar na casa deles no Guarujá. Na verdade, eles queriam que eu dormisse lá, mas o convite não foi explícito e ficou subentendido (ou nada entendido para mim), então, depois voltei para Santos porque não tinha levado pijama, escova de dentes, etc... risos. Mas foi tão bom revê-los e ver como o Luquinhas (o bebê deles) estava lindo, grande e sorridente.

Quarta era dia de vir embora. Ahhhhhhhhhhhh... eu sei, muita dó de ver minha folga acabando, mas não tinha jeito... risos. A Jeovana passou o dia conosco e, claro, eu não iria embora sem comer o risoto de carne que só a Ru sabe fazer. De tarde arrumei minhas coisas e corremos para o cinema. Assistimos 'Invictus', que conta a história do Nelson Mandela (recomendo!). A Jeo ficou comprando a pipoca. Quando entramos na sala do cinema, pensamos que o filme já tinha começado. Tudo escuro e apenas aquelas luzinhas azuis no chão guiando a entrada. A tela estava sem imagem alguma e de fundo apenas uma música de tribo. Falei para a Rubia enquanto subia aquela rampa:
- 'Ai, meu Deus! Será que vamos morrer?'
- 'Por quê?'
- 'Porque tô me sentindo como se fosse para uma caldeira, pro abate com essa trilha sonora!'
Nessa hora eclodiram nossas gargalhadas. Sorte que era só o trailer.
Voltamos para casa e pegamos a minha mala. Imigrantes lá vamos nós. Lembrei, nessa hora, que todos os dias foram maravilhosos. Eu e a Rubia batíamos papo até muito tarde. Num deles, no quarto, durante um ataque de euforia, a Ru se jogou no chão e deu uma calhambota. E eu, tonta e preocupada, ainda perguntei se ela tinha caído... risos.
O céu estava rosa por causa do pôr-do-sol que nos acompanhou até São Paulo. No meio do caminho, por incrível que pareça, fez-se uma pausa. 'Tudo isso que aconteceu com você foi para nos conhecermos.', disse a Ru. 'É verdade!', concordou a Jeo. Só suspirei, sabia que elas tinham razão. Chegamos cedo no aeroporto. Meu voo era só às 22.20h. Tenho que mencionar: eu adoro aquele piso preto e branco de Congonhas, parece um tabuleiro. Fiz o check-in e a moça da Gol, do nada, disse que me mudaria da poltrona da 6 para a 1, pois o voo estava, relativamente, vazio. Na hora me ocorreu um pensamento do tipo 'Se essa joça cair, só restará a poltrona 1 e eu. Não é por acaso que ela resolveu que eu viajasse ali. Que horror! Deixa pra lá...'. Concordei. Deu tempo de tomarmos um café juntas. Subi para a sala de embarque. Lá encontrei o moço que deveria ter me acompanhado na chegada a Congonhas, mas que, por motivo desconhecido, me 'passou' para um colega... sim, aquele que me levou para o lugar errado dias antes e fez eu me perder do Richard. Que trágico! Ele me reconheceu e eu disse 'Então a culpa foi sua... risos.'. Coitado, não entendeu nada porque eu, a Rubia e a Jeovana queríamos bater nele. Contei-lhe tudo. Ele perguntou se eu queria fazer uma reclamação por escrito. Eu disse que não. Ah, caro leitor internauta, como eu justificaria a minha reclamação? 'Acuso o funcionário fulano de tal por me separar para sempre (talvez) do homem ideal em potencial que conheci minutos antes de embarcar.'. Não, né? A essas alturas a minha enxaqueca já não me deixava raciocinar direito. E foi terrível, terrível, terrível ter que me despedir das minhas amigas. Chorei sim, para variar. Andei muito até o gate 8 e desci o finger sozinha. O avião esperou paradinho uns 20 minutos na pista, era ordem da torre. Assim que decolamos, tirei um livro da bolsa ('Cartas a Um Jovem Terapeuta', do Contardo Calligaris - também recomendo!). Me esforcei para ler, apesar da dor de cabeça e do enjoo que a decolagem me provoca. Na janelinha sentou um moço engravatado (que não dormiu e não roncou. Ufa!). Ele notou minha agitação e perguntou se eu estava com medo. Não estava com medo, estava com dor e enjoada, mas tenho que confessar que voar de noite não me agradou tanto quanto voar de dia.

Mas deu tudo certo. Aqui ficará uma dívida minha: eu não consigo me lembrar como desembarquei em Floripa. O fato é que eu estava de volta em casa!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dedicado à Rubia...

Muita gente também tem me perguntado se não vou escrever sobre minha passeada em SP, caro leitor internauta. Antes, me sinto na obrigação de falar sobre a Rubia, minha melhor amiga, pois foi na casa dela que me hospedei durante aqueles 5 (ótimos) dias. Como posso falar da minha estada lá sem antes comentar sobre a anfitriã? É como pré-requisito, se é que você me entende. Além do mais, eu já havia dito aqui que dedicaria um post a ela, se é que você se lembra.

Confesso que, ultimamente, ando com a 'Síndrome da Prolixidade Para Escrever', então não culparei você caso se sinta cansado de ler esse texto até o último ponto final.

Bom, me lembro bem da primeira vez que vi a Rubia. Foi na faculdade, num 29 de agosto de 2005 (sim, sou ótima para guardar datas!). Eu fui a primeira a chegar à aula naquele dia. A sala tava vazia. Sentei-me em qualquer cadeira ali pelo meio. Meu Deus, em que mundo eu estava? Recém chegada à Baixada Santista, ou à Selva de Pedra, pensei eu. Deixe-me explicar. A turma já estava no segundo ano, fui transferida daqui (SC) pra lá (Santos/SP) - por motivos outros que não vêm ao caso - daí meu receio de ser uma caloura numa turma veterana. Depois de mim chegou a Filomena e sentou perto das janelas. Trocamos sorrisos e meia dúzia de palavras. Depois de um tempo, chegou a Patrícia Alejandra, parou na minha frente e disse com seu inconfundível sotaque da Patagônia: 'O que usted está facendo em mi lugar?'. Ai, caraca, era realmente uma Selva de Pedra, bem que eu tinha avisado a mim mesma. Até hoje eu e a querida da Paty damos risada dessa recepção calorosíssima... risos. Mudei de lugar e sentei perto da Filomena, aceitando seu gentil convite. Aos poucos a sala foi enchendo e as pessoas olhando com estranheza a estranha no ninho (no caso, eu). Lembro que achei muito engraçado de ver como as pessoas estavam encasacadas e nem estava tão frio assim (vai ver é porque eu vim do Pólo Norte, segundo a referência dos meus colegas... risos). Lá pelo meio da aula, uma mulher alta, morena, cabelo liso, sorridente se aproximou de onde eu estava sentada e se abaixou na minha frente.
- 'Você é aluna nova, então?', perguntou ela.
- 'Uhum, sou sim', respondi.
- 'E você veio de onde?', superinteressada.
- 'De Santa Catarina.'. Será que ela vai me receber bem ou vai me atacar?
- 'Poxa, que legal. Seja muito bem-vinda. Vamos descer pra tomar um café, se você quiser ir junto...'.
Ufa, eu não morreria atacada, vítima de 'universidadefobia'... não naquele dia e nem por aquela mulher, pelo menos.
- 'Vou sim, obrigada!', respondi aliviada.
Ali nascera uma grande amizade e muitos cafézinhos seriam compartilhados. Deus sabe o que aquela cantina da Unisantos testemunhou! Após certo tempo de puro coleguismo (os grupos eram bem fechados, mas me encaixei bem no meu), fui parar no grupo da Rubia, ou seria ela no meu? Não sei, sei que tudo se formou com um elo entre eu, Rubia, Carol, Jeovana e Letícia, ou seja, o 'Quinteto Fantástico e Inseparável' (na foto). A gente se dava (e se dá) muito bem... tão bem que a gente se respeitava demais ao ponto de conseguir discutir construtivamente. Graças a Deus, não sou nostálgica e não gosto ter saudades. Já diz o ditado: 'Recordar é viver'... mas caramba, o que vivi, está vivido e pronto. Perda de tempo ter saudades de eras passadas. Acho que não precisamos reviver nada. Digo isso sem amargura, mas com a conformidade/naturalidade de pensar que é para frente que se anda, certo? Entretanto, era tudo tão mágico que só consigo sentir certa saudade disso e da época em que eu via o Xou da Xuxa. Mas enfim, a Rubia nem loira é, então as semelhanças param por aí.
Para você, caro leitor internauta, começar a entender quem é essa minha amiga, devo dizer que ela é casada e tem dois filhos (lindos! o mais velho, inclusive, tem quase a minha idade), mas sua condição de mãe e seu estado civil jamais foram empecilhos ou desculpas e ela também nunca os negligenciou para ser a amiga presente que sempre foi. Seu codinome poderia ser 'pau-pra-toda-obra' ou 'arroz-de-festa', com propriedade. Sinceramente, não entendo como ela consegue isso... risos.
É do tipo de pessoa que você pode ligar a qualquer hora para gargalhar ou chorar ou para perguntar como é mesmo o nome daquela música que vocês cantaram juntas num outro dia (antes do Natal, ela me ligou para perguntar como era o nome de uma música do Michael Jackson que dizia 'Tchan na na nan nan...'. Sim, caro leitor internauta, até hoje nós também não descobrimos que raio de música é essa!). Você pode convidá-la para fazer qualquer programa de índio, como ir ao parquinho da praça ou ir tirar um raio-x do joelho (como já fizemos) que será muito, muito divertido. E você a encontrará nos momentos mais felizes, nos mais tristes e nos mais normaizinhos da sua vida, seja para puxar a sua orelha ou para você puxar a dela ou para filosofar sobre as letras de Chico Buarque ou só para bater um papo fiado. Ela vai te perdoar mesmo que você não saiba nada sobre Psicanálise ou sobre Dom Quixote (eu mesma nada sei sobre esse último). Ela vai entender perfeitamente bem (acredite) se seu inconsciente for um filho da p*** e denunciar seus desejos mais sórdidos através de atos falhos grotescos, mesmo que você não faça idéia do que isso tudo significa. E vai, sim, te levar para se aventurar num congresso de Psicologia em São Paulo, mesmo sem GPS na época, sem saber onde fica o tal local do evento, seguindo um cara careca solidário na ida e um fusca na vinda (e você achará que está tudo certo e animadíssimo, mesmo perdidas numa singela metrópole de 15 milhões de habitantes). A Rubia é leve e você verá muita essência, embora sua aparência seja, inegavelmente, imponente.
Ela está sempre de bom-humor e, nas raras vezes em que está abatida, recolhe-se porque sabe que ninguém merece ser saco de pancadas de ninguém ou liga/escreve para desabafar as angústias (somos iguais nisso!). Está sempre disposta a ajudar as pessoas ou a dirigir 800km só para dar um abraço e uma força quando sua vida sentimental desandar (sim, ela fez isso por mim e serei eternamente grata por isso – beijos pra Jeovana que veio junto!). Ela vai pressentir que você não está bem e te ligará para revigorar suas forças e vai, naturalmente, fazer você pensar que a vida é simples e maravilhosa.
É incrível como nossa amizade é imensa, uma fortaleza. Foi com a Rubia que aprendi que 'tudo vale a pena quando a alma não é pequena', que 'cada um dá o que pode dar', que 'quem se abaixa demais mostra a calcinha'. Aprendi que amizade não é situação de poder, mas é ter vários papéis ao mesmo tempo: o de filha, o de mãe, o de irmã. É sentir-se sempre acolhido e nunca num jogo de interesses. Ela se sentirá orgulhosa pelas suas conquistas sem a mínima inveja e você aprenderá o mesmo, por mais egoísta e mesquinho que consiga ser. Aprendi a reconhecer o momento certo da oratória e da escutatória. Com seus sonhos loucos e suas analogias (mais loucas ainda), eu aprendi um bocado de coisas sobre a teoria freudiana (coisas que não aprendi nem nos bancos de faculdade!). A Rubia é o anjo da minha vida, dadas as circunstâncias que já dividimos uma com a outra. É muito profissional (sorte dos seus pacientes!). Ela dá palestra enquanto fala e faz caras e bocas durante uma conversa informal e você rirá antes mesmo que ela diga qualquer coisa engraçada (o que não demorará muito). Ela é ética em tudo e, se você não tratar tudo com muito respeito, nem se atreva a conhecê-la. Ela tem seus medos... não é perfeita, nenhuma deusa ou Mulher-Maravilha, mas não me arriscaria a descrever algumas de suas fragilidades e seus defeitos, pois os conheço e os aceito incondicional e reciprocamente. Aprendi com ela que a amizade independe da idade, da cor, da condição social, da distância, das formas, mas que depende do conteúdo... aprendi que é saber falar com facilidade das pessoas especiais e aprendi, dentre muitas outras lições, o verdadeiro significado do dizer: eu te amo, amiga.

* Grande beijo para o Quinteto Fantástico e Inseparável... Carol, Jeovana e Letícia. Também amo vocês.

domingo, 25 de abril de 2010

Instruções para aquisição de veículo por pessoa com deficiência

Olá, caro leitor internauta!

Tenho recebido muitos comentários sobre meu blog não só aqui, mas por msn e por pessoas conhecidas que encontro da rua e tenho ouvido muito falarem que meu blog também é um serviço de utilidade pública. Fico extremamente contente por isso, me causa grande satisfação saber que, de algum modo, posso instrumentalizar as pessoas que têm dificuldades a exigirem seus direitos.
Obrigada a todos que reservam alguns minutos para ler minhas postagens.
Como falei no post anterior, vou deixar em seguida, as instruções para aquisição de veículo por pessoa com deficiência, como sugere o título, e como devem ser os procedimentos desde o começo para quem não tem a carteira de motorista.
Bom, quanto aos trâmites para comprar o carro, fiz uma pesquisa básica, pois ainda não tomei providências para comprar o meu, então não terei como falar da minha vivência sobre essas burocracias, por enquanto. Por hora, fiquem com as dicas abaixo:

Os caminhos percorridos pelo portador de necessidade especial para chegar à direção
- O primeiro passo é passar pela avaliação de uma junta de médicos credenciados pelo Detran. Os profissionais emitirão um laudo determinando o tipo de adaptação necessária para o veículo. O próprio centro de formação de condutores pode encaminhar o aluno ao exame.

- Após o laudo médico, o portador deve começar as aulas em um centro de formação que ofereça aulas práticas com carro adaptado. Como para qualquer outro aluno, as aulas teóricas precedem as aulas de volante.

- Se a escolha for o carro 0km, a compra pode ser encaminhada ainda antes da emissão da carteira de habilitação. O portador tem 180 dias para apresentá-la à Secretaria Estadual da Fazenda após a emissão da nota fiscal do veículo.

- O pedido de isenção de imposto é apresentado à Receita Federal.

- Após a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), é encaminhado o pedido à Secretaria Estadual da Fazenda para a isenção do ICMS.

- De acordo com o consultor de vendas Anderson Veiga, esse processo pode levar de três a quatro meses.

- Vencido o processo burocrático, a adaptação veicular do automóvel deve ser feita em uma oficina credenciada, o que leva cerca de dois dias.
 
Se essas informações não forem suficientes (sei que realmente não são para quem vai precisar dos benefícios), então é só entrar no site do Programa Nacional de Direitos Humanos, que é do Governo Federal, como segue o link: http://www.mpdft.gov.br/sicorde/veiculos.htm.
 
* A título de curiosidade, eu passei mesmo na prova prática, foi tudo tranquilo... agora é só esperar a minha CNH, que deve chegar dentro de 20 dias.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Psiu! Quer carona?

Sim, caro leitor internauta, esse post tem como propósito levar você para dar uma voltinha.


Tenho um sonho (dentre tantos) que está se tornando realidade: estou tirando minha carteira de motorista. Você deve estar pensando que isso é uma coisa comum, normal, corriqueira. E é. Mas não tanto para mim que, por muito tempo, tive esse desejo reprimido e até menosprezado com frases do tipo 'Você tá louca!' ou 'Não viaja!'. Nunca tomei essa descrença a minha habilidade de dirigir com ressentimento, mas como um desafio que um dia conquistaria. Meus pais também ficaram entusiasmos com a ideia quando decidi dirigir. Logo no início desse ano, me matriculei na auto-escola. Fiz 15 dias de aulas teóricas (e fiz amigos, para variar... risos). Foram noites bem divertidas, apesar de ter que decorar qual era a multa de cada infração de trânsito e decorar não sei quantas placas e seus significados.  Meu, como vou saber que multa vou levar se não obedecer a carreata de um funeral? Quem tem que saber isso é o guarda, não eu! Para encurtar a conversa, eu decidi que o manual de trânsito será objeto obrigatório no porta-luvas do meu futuro carrinho.
Era chegada a hora de fazer a prova teórica e eu teria também que passar pela perícia para saber quais seriam as adaptações necessárias para eu dirigir. Lá fui eu resolver isso em Laguna, no DETRAN. Três dias depois peguei o resultado na internet. Eu passara com nota 9,25 e meu carro teria que ser: hidramático (automático, sem marcha), com freio e acelerador na mão e volante hidraúlico. Para o cumprimento das aulas práticas eu teria que esperar até o mês de abril, pois a Associação Catarinense das Auto-escolas tem apenas dois carros adaptados que atendem o estado inteiro, ou seja, aquelas auto-escolas que não têm veículo próprio adaptado (que era o caso da auto-escola daqui). Ah, tudo bem. O que são 3 meses de espera para quem há pouco tempo não via a menor possibilidade (e o menor incentivo) para tirar a carteira? O dia chegou. Cristina, a guria da auto-escola, me ligou semana passada, dia 13, dizendo que o carro havia chegado de Blumenau e que teríamos que fazer 3 aulas por dia, já que o prazo para o carro ficar aqui era curto. Comecei as aulas no dia seguinte. Cheguei na auto-escola bem antes do horário (e ansiosa) e a Cristina me recebe com uma frase do tipo 'Kaká, você vai dirigir um carrão. Nada parecido com os Palios que todo mundo por aqui dirige'. Ah, meu Deus, ela queria me acalmar ou me deixar mais nervosa? Sim, porque seria legal dirigir um carrão, mas se eu o batesse, o prejuízo seria muito maior. Sentei e esperei meu instrutor. Quando ele chegou fui acalmando porque eu o conhecia. Ele foi na garagem e buscou o tal carrão. Era um Honda Fit, azul, com placa de Blumenau e possuía aquele adesivo de deficiente na traseira. Meu instrutor deu uma volta comigo me explicando rapidamente como tudo funcionava. Ele dirigindo e eu no banco do caroneiro. Paramos num condomínio sem movimento. Aí me acalmei de vez porque vi que ele era um cara bem tranquilo, paciente e engraçado. Trocamos de lugar. Eu fui pro banco do motorista e ele ficou de carona. Nossa, foi muito difícil dirigir com aquela parafernália toda. Uma mão na alavanca de freio/acelerador, outra no volante, um comando de setas e farol acoplado no volante, retrovisores para prestar atenção... ahhhhhhhhhhhhhhhh. Era tudo muito complicado. Teria meu objetivo da vez chegado ao fim antes mesmo de concluí-lo como eu desejava? Olhei para a direção dos meus pés e vi que o carro também tinha os comandos normais. 'Por que não tentamos sem adaptação?', foi o que eu indaguei para o meu instrutor e ele concordou. Sim, caro leitor internauta, deu certo. Eu estou dirigindo o carro adaptado, mas sem as adaptações. Uso os pés para frear e acelerar, dirijo com as duas mãos no volante e as setas e faróis uso como todo mundo usa. Segundo meu instrutor, tenho boa noção de espaço, boa coordenação motora e sou prudente (apesar de ser meio 'pézinho de chumbo'... risos). Não é perfeito? Para mim é muito mais do que eu podia esperar. Foi inevitável eu sentir orgulho de mim mesma (sim, sim... também tenho me dado o direito de sentir meu ego pulsar de vez em quando). Todo mundo por aqui também ficou feliz com mais essa etapa superada e me deu certa vontade de chorar quando contei para Rubia no tel, sábado passado. Ela ficou muito emocionada com mais essa conquista. Pude sentir daqui todo seu orgulho por mim. (Não sei se já contei para você, caro leitor internauta, mas a Rubia é minha melhor amiga, mora em SP, mas eu nem lembro disso, pois nos falamos 2 ou 3 vezes por semana no telefone, sem contar os e-mails e a intensidade da nossa amizade que me revigora sempre e nunca me faz notar que estamos tão longe - qualquer dia, dedicarei um post a ela).

As aulas ainda não terminaram, são cansativas por serem 3 horas seguidas e meus punhos reclamam pra caramba quando chego em casa, pois é uma força que nunca fiz nessa posição. Aguardo a Graci voltar de viagem e fazer fisio em mim. Mas está tudo ótimo, sei que a dor passará e logo me acostumarei com esses movimentos. Amanhã é o último dia de aula, pois sexta-feira, dia 23/4, virá um instrutor do DETRAN aplicar a prova prática. Já treinei o percurso e a baliza. Estou (surpreendentemente) bem sossegada, certa da minha aprovação. Depois disso poderei dirigir qualquer carro, desde que seja hidramático. Que maravilha! E você, quer uma carona?

Obs.: assim que eu conseguir postar os vídeos da minha aula no YouTube, colocarei o link aqui. Além disso, postarei logo, os trâmites necessários para os portadores de deficiência pedirem descontos na compra de um carro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

@fiukconnection

Feliz segunda-feira, caro leitor internauta! Não sei você, mas eu adoro segundas-feiras, adoro pensar que a semana será corrida, cheia de coisas para fazer e pouco tempo para parar. Devo pedir desculpas a mim mesma e a você que vem ler esse humilde blog por ter sumido durante o fim de semana... risos...


Bom, sexta-feira, recebi um telefonema confirmando que, infelizmente, a Renata, seu marido Márcio, seu bebê Lucas e nossa amiga em comum Jeovana não poderiam vir (por motivos pessoais) de SP para a festa de aniversário do meu pai que aconteceria no sábado, como tínhamos combinado há semanas. Além disso, a comemoração se estenderia à inauguração do Centro Recreativo Família Luiz, no sítio, mas isso deixaremos para um futuro post.

Mas por que eu estou contando isso a você? Porque foi a partir desse 'bolo' involuntário que meus amigos paulistas me deram que resolvi a minha programação de domingo, ontem. Eu tinha muita coisa para pesquisar, projeto e relatório para fazer, mas, sinceramente, caro leitor internauta, tenho me reservado o direito de aproveitar os fins de semana me divertindo (mais do que me divirto trabalhando, claro) ou então fazendo qualquer tolice que relaxe minha mente e meus músculos (que não foi bem o caso, mas vamos lá). Sabendo que minha tia levaria minhas 3 primas e mais 2 amigas no show da banda Hori, que tem como vocalista o Fiuk (aquele da Malhação), ainda na sexta-feira, eu comecei uma verdadeira saga para comprar meu ingresso (que só estava a venda em Florianópolis, ou seja, a 80km daqui). Liga pra lá, liga pra cá e nada. O jeito foi comprar pela internet. Ufa! Eu respiraria o ar da Ilha da Magia (apelido carinhoso de Floripa) e não passaria o domingo vendo 'A Dança dos Famosos', no Faustão (embora eu goste desse quadro).

Domingo, dia do show do tal Fiuk, saímos umas 10.30h de casa. Os portões da Life Club abririam às 16h e a cantoria começaria só às 19h. Beleza! Fomos antes, almoçar, claro. E cedo porque o evento era na casa da PQP, em Jurerê, que é uma praia chiquetosa (e longe) no norte da ilha. Ave Maria! Era muito carro e uma fila quilométrica para entrar na tal arena (ou jaula das adolescentes piriguetes). Maaaaaaas... como eu havia comprado meu ingresso pela internet (e tenho preferência em filas), passei na frente e levei junto minha tia e a corja toda (minhas primas e amigas, fã-náticas pelo moçoilo em questão). Nos acomodamos e era só esperar (e esperar muito). O segurança até cedeu, gentilmente, uma cadeira para eu descansar, mas quem disse que queria sentar? Eu queria mesmo era assistir a tudo de pé e até (aprender a) pular, se fosse o caso (mas não foi... risos... pelo menos não dessa vez). O sol estava escaldante e a noite caiu fresquinha. Tinha  guria desmaiando de emoção e de calor. Para minha tia e eu só restava achar engraçado ver o desespero delas (e pensar que tudo isso passa). Tic-tac-tic-tac... 19h em ponto tudo se apaga e surge o tal Fiuk. Meu Deus, era muita histeria.

O show rolou e não é que o guri me surpreendeu? Tá bom, vai. Eu sei que não manjo nada (ou quase nada) de música, mas achei que ele canta bem. Além disso, tocou guitarra, piano e bateria. Tá, tá, caro leitor internauta, eu sei que ele é filho do Fábio Jr. e você deve estar pensando 'Ah, é óbvio, ele é filho de artista e não faz mais do que obrigação saber cantar.'. Por acaso você já viu o filho do Pavarotti cantando? E já viu a Wanessa (ex-Camargo) cantando bem? Eu gostei e pronto. Ele canta direitinho, é carismático e muito, muito bonito. Não pude deixar de reparar a magrelice do guri que tanto me agradou. É branquinho e meio desengonçadinho para dançar. Gostei de verdade! Depois do show estavam todas 'verdes' de fome e de êxtase (eu e minha tia só de fome mesmo). Fomos ao McDonald´s e, degustando um McCheddar, fiquei pensando no que postaria aqui a respeito disso tudo. Lógico, eu tenho plena consciência dos 26 anos que vou completar em outubro e queria comentar algo mais construtivo do que só falar da beleza do ídolo teen do momento. Até porque eu vi muito mais do que isso. Tratei de lembrar de como eu me comportava quando também tinha 13 ou 14 anos e fazer uma análise dessa influência que um ídolo exerce sob um batalhão de admiradores. Antes, devo dizer que detesto retrospectivas, mas a fiz para poder escrever aqui. Lembrei que aos 5 ou 6 anos de idade, lá pelo ano de 1989, (pasme, caro leitor internauta) o meu primeiro ídolo foi o Lulu Santos. Sim, é cômico, mas eu adorava aquele cabelo meio 'Xororó' que ele tinha. Era a moda, ué. O que posso fazer? Hoje ele não tem mais aquele cabelo (agora mais curto e bem mais grisalho) e me limito a gostar apenas das músicas dele. Mais tarde, lá pelo ano de 1996, eu fui fã dos Mamonas Assassinas (como todo mundo) e tive meu coração partido quando eles morreram (como todo mundo também). De 1997 até 1999 eu era (ridiculamente) louca pelo Ricky Martin (eu sei, eu sei, ele assumiu que é homossexual, mas, apesar das suspeitas, na época, ele jurava gostar de mulheres. E outra: qual é o problema de ele ser gay? Não sou eu e nem você que pagamos as contas dele, não é verdade?). Bom, até hoje tenho bem guardado os álbuns com mais de 2 mil fotos dele (quem quiser comprar, estou vendendo... risos). Depois desse não tive mais ídolos. Daí eu fiquei pensando (psicologiamente falando) sobre o efeito que um ídolo causa na vida de um(a) fã, principalmente durante a adolescência. Acho que, com certa moderação (se é que é possível), os efeitos são bem positivos, dependendo do ídolo também, claro. Por exemplo: atualmente os ditos 'emos' estão em alta. As músicas falam de amor (ou da perda dele), falam das incertezas e do futuro. Você tem que convir comigo que isso é bem melhor do que aturar o 'É o Tchan' e ter que assistir a Carla Perez rebolando na TV ou então ouvir o Marcelo D2 cantando '... eu canto assim porque eu fumo maconha...' como era na época em que eu ainda era adolescente. Caro leitor internauta, por sorte, as coisas e as pessoas evoluem (outras não, mas tudo bem) e até o D2 mudou e virou cult.

Além disso, os ídolos teens desempenham um papel importante no comportamento nessa fase tão intensa e inconstante - para não dizer 'vulnerável', ditam moda e viram exemplos para os adolescentes. E, na minha opinião, é ótimo que tenham ídolos que sirvam como bom modelo, ou seja, 'meninos(as) de família'. Prova disso me deu o tal Fiuk ontem: os meninos (quase todos) usavam aquela calça colorida e justa que ele também usa e ele parou o show para dar um discurso de que todas as mulheres devem ser respeitadas. Ah, que bonitinho, vai (nem todas merecem, mas não entremos nesse mérito agora). Sem dúvida, ou ele conta com a genética a seu favor ou teve boas aulas de charme com o papai Fábio. O fato é que dou a maior força para que todos experimentem cada fase com suas contingências. Se essa for a hora de minhas primas adorarem o Fiuk, que adorem! Logo, como tudo nessa vida, a fase 'platonice' passará e elas perceberão que os amores da vida real não são tão perfeitos e que também nos fazem chorar, mas nem sempre de alegria como os ídolos.

Ps.: caro leitor internauta, @fiukconnection é como você pode seguir o fã-clube das gurias pelo Twitter.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aperte o cinto e boa viagem!

Antes de começar a discorrer sobre o assunto prometido no post anterior, preciso dizer, caro leitor internauta, que, pela correria do meu dia, eu não consegui postar ontem e isso me deu certo incômodo por dois motivos:
1. Porque quero manter o blog atualizado diariamente e,
2. Porque eu gosto de ter um tempo para sentar na companhia do meu netbook e 'aliviar' as idéias (tempo esse que não tive meeeesmo).

Entretanto, consegui, ainda ontem, fazer algo pelo blog (ou por mim mesma, ou por você que vem aqui ler minhas postagens). Pude, pelo menos, pesquisar as fotos dos equipamentos de acessibilidade dos aviões. Em minha viagem, em janeiro, solicitei serviços especiais no ato da compra da passagem. Mas o que é isso? São serviços gratuitos que as empresas aéreas oferecem aos portadores de necessidades especiais (auditiva, motora e visual), aos idosos, ao menor desacompanhado, etc. É muito simples. Na hora de comprar a passagem via internet, é só prestar atenção num combo acima escrito 'Necessito de Serviços Especiais', ali há uma relação de tudo que oferecem e você seleciona de acordo com o seu caso. No meu caso, acompanhamento de pessoal de terra. Se você esquecer de fazer isso, pode, com 72 horas de antecedência da viagem, ligar para a Gol e solicitar o auxílio. Claro, vou me limitar a falar da Gol, pois foi com esta que viajei. Em primeiro lugar, devo dizer que gostei muito dos serviços dessa empresa (não, não... infelizmente, não estou ganhando cortesia nas passagens para dizer isso... rss). Além do preparado de equipamentos, há um excelente preparado de recursos humanos. Os funcionários são muito atenciosos e práticos, tanto os que me atenderam em Floripa quanto os de Congonhas. Sim, caro leitor internauta, eu sei que eles são pagos para isso. Mas eu e você sabemos muito bem que há, em todos os setores, pessoas bem pagas e que fazem muito mal o seu trabalho, principalmente quando se trata de atendimento ao público, não é mesmo?

Bom, continuemos... não sei qual é a situação da acessibilidade nos outros aeroportos do país, mas pude constatar que o aeroporto Internacional de Florianópolis Hercílio Luz conta com uma cadeira especial para pessoas que, como eu, não sobem/descem escadas ou que são cadeirantes. No dia em que viajei, fui andando até a pista e, ao chegar nas escadas, os funcionários da Gol me ajudaram a entrar com uma cadeira de rodas, aparentemente comum. Eu sentei nela, o moço ajeitou um encosto para a cabeça e a inclinou muito para trás (fiquei com a sensação que cairia). Então ele a encaixou numa correia (tipo de tanque de guerra), apertou um botãozinho e ela subiu sozinha as escadas. A cadeira é exatamente a que está na foto (que tive a sorte de encontrar no Google). Enquanto isso, eu olhei para o prédio do aeroporto à direita e vi meu pai a uns 100m observando tudo pelo vidro, curiosíssimo para ver o jeito que eles dariam... rs.   

Já em Congonhas eu desci de outra maneira. Sei que eles também possuem a tal cadeira, mas quando o avião 'estacionou', um carrinho já aguardava e se encaixou rapidamente na porta oposta a que os passageiros descem normalmente. Ele fica na altura da porta e tem uma plataforma que depois desce até o chão. Antes disso, fiquei meio apreensiva com a descida porque não vi cadeira nenhuma e nem o tal carrinho até então. A ansiedade aumentou porque o tal 'engravatado roncador' que estava ao meu lado (e que só acordou quando o avião encostou no chão) disse que o finger (aquele túnel que fica acoplado e que liga direto avião-saguão, como na foto abaixo) só é utilizado para embarques, raramente para desembarques - de fato, na vinda de Congonhas para Floripa, eu embarquei pelo finger. Mas deu tudo certo. O carrinho não é exatamente como o que está na foto acima, mas foi o que mais se aproximou daquele que utilizei. Prometo que da próxima vez (em julho), tirarei fotos e colocarei aqui.

Devo citar também que me preocupei em observar os acessos, tipo rampas e elevadores. Gostei muito do que vi. Se nos céus há certo caos, eu não sei. O que sei é que em terra firme não tive do que reclamar. 
Quem tem alguma dificuldade de locomoção não tem mais desculpa para não viajar. É só escolher o destino, se informar e solicitar os serviços adequados.

Aperte o cinto e boa viagem!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Descobridor dos 7 mares, navegar eu quero...

Caro leitor internauta, você deve estar curioso para entender por que o dia 29/01 foi tão marcante pra mim, como eu disse no post anterior.

Explicarei, então...

Depois que eu e meu pai almoçamos no restaurante do aeroporto, nos dirigimos ao andar térreo para fazer o check-in. Andei muito até chegar no balcão da Gol. Lá, eu soletrei o meu localizador (código eletrônico da passagem que é gerado quando você compra online) para a atendente e entreguei minha mala para ela colocá-la na esteira rumo ao avião. Em seguida, a mesma moça me deu um ticket correspondente à minha passagem e outro de Priority (pois eu havia solicitado serviços especiais no ato da compra da passagem - assunto esse tema do próximo post). A moça me deu, então, todas as instruções para usar o Priority  quando eu chegasse na sala de embarque. Me dirigi até a entrada dessa sala com uns 40 minutos de antecedência do horário do voo. Me despedi do meu pai carregando uma bolsa no ombro e outra na mão com um presente para a Rubia (afinal, seria uma vergonha eu passar 5 dias na casa dela e não levar uma lembrança, né?). Entrei na fila pra entrar na tal sala e, pela primeira vez na vida, percebi que eu era a única responsável por mim mesma daquele momento em diante (ou pelo menos até chegar em Congonhas... rs). Me senti um pequeno passarinho de carne e osso rumo a um gigante pássaro de lata. Coloquei as bolsas na esteira-indiscreta que vê tudo que carregamos e não avistei mais meu pai. Passei por aquela portinha e... piiiiiiiiiiiiiiiiii! Sim, o detector de metais apitou. O cara da Polícia Federal me chama e pergunta se posso ficar em cima de uma pequena plataforma de ferro para ele me revistar. E sou louca de dizer que não? Faço 'estátua' e o cara passa perto do meu corpo um detector que mais parece uma chapinha. Ufa! Tudo certo. Foram minhas jóias de prata que fizeram tudo disparar. Pego minhas bolsas no final da esteira e sigo em frente. Me deparo com uma sala absurdamente lotada de passageiros e vou até a outra moça da Gol entregar o tal Priority; fico apenas com o ticket da minha passagem em mãos. Ela diz que posso sentar e aguardar, pois ela me chamará quando for a hora do embarque. Eu olho pra trás e vejo apenas uma poltrona vazia. Vou em direção àquela poltrona e ao chegar bem em frente a ela... tchan tchan tchan tchan... esbarro com o Tino Marcos também querendo sentar ali. Ele sorri com cara de 'É a filha do papai-gaio' e diz 'Por favor, pode sentar.'. Eu também sorrio, agradeço e sento. Ao sentar, eu, com toda a minha 'estabanadez' cutuco, sem querer, o moço à minha esquerda. Que vergonha! Peço desculpas mesmo sem olhar para o rapaz. Me acomodo e começo a observar o tal 'vizinho' discretamente, claro, com o canto dos olhos. Achei o tipo bonitão, mas meio estranho, meio hippie moderno, meio peruano, meio carinha de 'O Náufrago': barba grande, cabelo sem corte, com uma viseira escrito 'Punta Del Leste', muito queimado do sol, vestia apenas camiseta e bermuda, nenhuma bolsa ou mala por perto, portava um notebook no colo e um iPhone com o visor quebrado na mão. A observada já durava muito tempo e eu resolvi olhar novamente para frente antes que o cara me flagrasse. Percebi que aí começava a observação dele a mim... rs. Lá pelas tantas o cara me pergunta para onde estou indo. Eu levei um susto. Primeiro, porque não esperava um contato e, segundo, porque ele falava português... rs. Respondi que estava indo para Congonhas. Ele também estava e, por coincidência, no mesmo voo que eu. A conversa rolou e rolou e rolou. Descobri que o tal moço, de nome Richard, mora em Sampa - capital, e tinha passado os últimos 10 dias num veleiro vindo de Punta Del Leste até Floripa. Participara de uma competição com um amigo (Tomás, do Guarujá). Além disso, fiquei sabendo que é formado em Economia, especialista em Marketing e que trabalha numa empresa de e-commerce. Me contou que conhece Garopaba (minha cidade), que tem 35 anos (mas cara de 27. Imagina só se ele estivesse arrumadinho e de barba feita!) e que tem dois irmãos dentistas que moram na Itália. Mas o que mais me impressionou não foram seus lindos olhos verdes, mas seu olhar inexplicável, arrebatador que parecia se comunicar com a minha alma (sem exageros!). Tenho certeza que tive um verdadeiro encontro (como dizia a professora Talita) com seus olhos. Cena de filme ou de novela mesmo! A conversa estava boa, mas a moça da Gol veio me chamar para o embarque, pois eu seria a primeira a entrar no avião. Bem depressa, o Richard perguntou para ela se ele poderia sentar ao meu lado durante a viagem. Ela respondeu que precisava ver com quem havia comprado a poltrona, já que o voo estava lotado. Ele disse que tudo bem. Nos despedimos e fui até a pista do aeroporto com a companhia da moça. Lá, na escada de acesso à porta do avião, já estavam dois funcionários da Gol a postos para me ajudar - caro leitor internauta, como já disse anteriormente, comentarei no próximo post sobre a acessibilidade dos aeroportos e serviços que as empresas aéreas oferecem aos portadores de necessidades especiais, inclusive sobre subir e descer as escadas de acesso aos aviões. Me sentei na poltrona 3C. Na janelinha sentou uma guria magricela antipática e, ao meu lado, um cara engravatado (que, aliás, só sentou, pegou no sono e roncou antes mesmo que todos os passageiros entrassem). Depois de um tempo, o Richard entrou, passou por mim, olhou o cara roncando, fez cara de 'Fazer o que, né?' e seguiu para sua poltrona, a 8D. Eu passei os 45 minutos de viagem me perguntando se eu deveria dar ou não o meu e-mail por meio da aeromoça. Não o fiz. Quando aterrissamos em Congonhas, esperei todo mundo descer. Para a minha surpresa, o Richard passou por mim e disse: 'Espero você lá embaixo, tá?'. Ai, my God. Sério isso? Respondi, sorrindo, um 'Tá bom'. Depois que todos desceram na pista, vários ônibus do aeroporto os levaram para a sala de desembarque. Eu desci pela outra porta e fui num outro veículo. Nisso, a Rubia já estava me ligando desesperada querendo saber onde eu estava. Quando cheguei na porta de entrada, um funcionário da Gol me esperava e foi me guiando. Sobe elevador, anda pra lá, anda pra cá. Ele pediu para eu sentar e pergunta para onde é minha conexão. Ah, nããão! O cara tinha me levado para outro lado do aeroporto. Ele pediu mil desculpas e me levou para a sala de desembarque. Me ajudou a 'pescar' minha bagagem na esteira e me dirigi em direção a Rubia que me esperava ansiosamente. Mal abracei minha amiga e comecei um incessante 'Cadê ele? Cadê ele?'. Sentamos num café por ali, contei toda a história para a minha amiga (que queria me matar por eu não ter dado meu e-mail a ele) e constatei que o pior havia acontecido: eu tinha perdido de vista o Richard, carinhosamente apelidado pela Rubia de 'Descobridor dos 7 Mares'.


Morais dessa história:

* As aparênciam enganam e você deve se permitir saber por quê.
* Nunca deixe para fazer depois o que você tem vontade (e pode) fazer agora.
* Tudo vale a pena quando a alma não é pequena - Fernando Pessoa.
* E, a mais importante: embora que eu nunca mais o veja, também nunca mais esquecerei a satisfação em conhecê-lo. Mesmo assim: se você conhece o Richard, por favor, me avisa!... rs

terça-feira, 13 de abril de 2010

As (des)vantagens de ter um 'papai-gaio'

Caro leitor internauta, desde o início de janeiro desse ano planejei viajar sozinha, no final do mesmo mês, de avião para São Paulo. Seria a realização de mais um desejo e um desafio antigo e, além do mais, servia como uma boa desculpa para matar a saudade que eu estava sentindo das minhas amigas da faculdade que moram em Santos (digo Santos, mas também me refiro ao Guarujá, São Vicente... rs). Com bastante antecedência, comprei as passagens online com a Rubia no telefone - seria ela a responsável por me buscar/levar no aeroporto e os dias/horários teriam que ser viáveis para ela também. Pronto, tudo certo! Dia 29 de janeiro, às 14.20h partiria meu voo para Congonhas. Nesse dia, eu e meu pai saímos às 10h da manhã de casa, pois o aeroporto de Florianópolis é no sul da ilha, bem longe das pontes (que ligam a ilha ao continente). Lembro-me que o dia estava maravilhoso. Cheiro de aventura no ar, um sol lindo e um céu azul sem nuvem alguma para testemunhar a minha façanha. Papo vai, papo vem, eu e meu pai chegamos no aeroporto ao meio-dia. Foi um dia marcante (o porquê você só saberá no próximo post, mas, enquanto isso, sinto a obrigação de contar a história precedente).
Assim que entramos no saguão, eu, não sei por que razão, olhei direto para o andar superior (tipo um grande mezanino) e avistei o Tino Marcos (repórter esportivo da Rede Globo). Como tínhamos bastante tempo para almoçar e fazer o check-in, sem pestanejar, falei pro meu pai: 'Olha lá, pai! É o Tino. Vamos atrás dele!'. Meu pai, com toda aquela paciência que lhe é peculiar, riu e concordou. Subimos pelo elevador e, ao dar de cara com o Tino, vi que ele estava no celular. Disfarçamos um pouco por ali e esperei ele terminar a ligação. Fui tirando a câmera da bolsa e ensinei, discretamente, meu pai a mexer na máquina, pois ele não tem a mínima noção de como funciona a maioria dessas tecnologias. Assim que o Tino desligou o telefone, meu pai o abordou e pediu para ele tirasse uma foto comigo. Ele, muito simpático e sorridente, topou. Fiquei impressionada com a alta estatura, a magrelice e a jovialidade do cara. Me encostei nele de lado e ele meio que me abraçou para a hora do 'xis'. Acontece que não faço ideia no que deu no meu pai, o fato é que ele não parava de falar. Parecia um papagaio. Ficou fazendo perguntas e batendo o maior papo com o Tino como se fosse um amigo de infância enquanto eu estava ali com o sorriso congelado esperando o flash. Pã! Finalmente, saiu a foto. Agradecemos a gentileza e nos despedimos. Ele foi pra um lado do aeroporto e nós, para outro (para o restaurante, mais precisamente). Chegando no restaurante eu ligo a máquina para conferir a pose e, para minha (triste) surpresa, a foto havia ficado completamente tremida. Ah, fiquei muito inconformada!... rs. Olhei para o meu pai, ri e mostrei o visor da máquina: 'Pai, olha só... tu conversou tanto que a foto tremeu.'. Ele olhou pra mim, sorriu e respondeu com a maior tranquilidade: 'Ah, nem te preocupa, Kaká. Quando você passar a foto para o computador, sairá o tremido.'.
Até agora, caro leitor internauta, não sei sinceramente se meu pai foi irônico ou se tive uma constatação absurda da sua ignorância tecnológica.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

... mas afinal, quem é a Ká?

Se deparando com essa pergunta, imagino o que você, caro leitor internauta, PODE estar pensando: 'Nossa, mas é tão difícil falarmos de nós mesmos. Que atrevimento e prepotência dessa guria!'. Se esse é seu pensamento, acho, na minha humilde opinião, bem triste que você não saiba falar de você mesmo. Vejamos pelo seguinte ângulo (meio lógico, pra mim): se você não souber falar da sua própria companhia, quem mais o saberá? E se você não se conhece, como pode delegar essa responsabilidade aos outros com frases do tipo 'Quem conhece, sabe!'?. Aff, lamentável, concorda? Quem sente tédio estando sozinho ou acha que não se conhece, está, de fato, em péssima companhia.
Agora, se você compartilha da mesma idéia que eu, já adianto que se conhecer é saber enxergar suas qualidades e, sobretudo, seus defeitos. Sim, porque fazer campanha a nosso favor é muito fácil, difícil é admitir nossas falhas.
Diante de todo esse 'rodeio' meu, posso dizer que você vai poder me conhecer melhor aos poucos e acompanhando esse blog, pois seria, sim, arrogância minha achar que conseguiria me resumir numa postagem (risos).
Posso citar, com propriedade, algumas das minhas características e predileções mais gritantes. Por exemplo: pra começar, eu poderia ter tido o nome de Bruna, Gabriela, Emanuela ou Priscila, mas meu pai escolheu Karla e o meu nome significa, em latim, nada mais e nada menos que 'aquela que é forte'. A força é uma exigência que a vida me impôs desde que vim ao mundo. Sempre tive que ser forte pra superar todos os obstáculos inerentes à minha existência. Nasci com Artrogripose Múltipla Congênita (carinhosamente chamada por AMC). Essa deficiência física acomete membros superiores e inferiores, é um congelamento, em geral, das articulações do corpo. O fato é que meus pais lutaram muito por mim e pelas minhas capacidades, ainda que limitadas. Fiz 6 cirurgias entre os 4 e 6 anos de idade. Mas só andei mesmo sozinha, sem ortéses, aos 16 anos depois das 4 últimas cirurgias (feitas de uma vez só). Mas atenção: estou dividindo isso com você, caro leitor internauta, não com o intuito de transformar esse blog num 'Muro das Lamentações'. Ao contrário, meu principal objetivo é mostrar que somos todos capazes de transpor nossas dificuldades, basta querermos. A minha vida foi (é, e sempre será) linda, recheada de amigos, fiz faculdade, casei e descasei (mas isso deixemos apenas para os ouvidos da minha psicóloga). Hoje uso a força intrínseca ao meu nome para reconhecer que, às vezes, não tenho que ser forte p**** nenhuma. Eu sou bem-humorada, ciumenta, ética, controladora, metódica e flexível quando necessário. Não gosto de injustiça e nem de mentira. Detesto falta de educação e arrogância. Adoro sorvete, chocolate e chiclete. Odeio morango. Gosto de música, maquiagem, livros e novela das 9. Gente velha de espírito me irrita e dou boas risadas com minha vó de 70 anos que tem mais pique que eu. Adoro família, praia e shopping. As letras me atraem, mas os números me fazem correr. Me preocupo mais em ser do que em ter. Sou fascinada pelo meu trabalho. Não consigo (ainda) colocar as meias e prender meu próprio cabelo. Amo as pessoas e os emaranhados que as compõem. Sou menina-mulher e mulher-menina, depende da ocasião. Quero um amor, um filho, um cachorro e uma Kombi, mas não quero abrir mão da minha independência e da minha identidade. Sou cheia de defeitos. Sou conservadora pra certas coisas e liberal pra outras (vai entender!). Tenho preconceito com gente preconceituosa e com mulher que não se dá o respeito. Guardo mágoas e tenho aprendido que isso só faz mal pra mim mesma. E eu sonho... porque SONHO poderia ser o meu sobrenome.

domingo, 11 de abril de 2010

Eis minha primeira postagem...

'Koisas com Ká' surge do desejo de dividir meus devaneios com vc, caro leitor internauta. Na verdade, não sou escritora, não fiz Letras nem Jornalismo (um dia, quem sabe), não tenho técnica para escrever, apenas tenho muito gosto pela arte do ajuntamento de palavras que formam frases e textos que costumam afetar as pessoas, tanto negativa quanto positivamente.
Anseio aqui exprimir um pouco da minha história, das minhas idéias, das minhas dificuldades cotidianas (poucas, mas pertinentes) e dos meus sonhos (que são muitos!). Desde sempre faltou mais empolgação para criar um blog, confesso. Mas o fato é que há tempos acredito que escrever funciona bem (pelo menos pra mim) para sublimar as milhares de sinapses que ocorrem no meu cérebro que não descansa nem enquanto durmo.
Além disso, minha vontade também é narcísica e objetiva que meus textos sejam lidos por qualquer tipo de gente para serem apreciados ou odiados, sem moderação.